Sete em cada dez profissionais admitiram violar políticas de TI com frequências variadas, segundo um levantamento feito pela Cisco com 2,8 mil universitários e jovens profissionais em 14 países, incluindo o Brasil.

 
O levantamento Cisco Connected World Technology traz más notícias para os responsáveis pelas políticas de segurança de TI.
 
Três em cada cinco profissionais (61%) afirmam não serem responsável pela proteção de informações e dispositivos, acreditando que o departamento de TI e/ou provedores de serviços devem ser responsáveis por isso. 
 
Já no Brasil, 50% dos entrevistados acreditam ser responsáveis pela segurança de informações e dispositivos.
 
Motivos
Entre as várias razões para descumprir as políticas, a mais comum foi a crença de que não estavam fazendo nada de errado (33% média mundial e 28% dos brasileiros). 
 
Um em cada cinco (22%) citou a necessidade de acessar programas e aplicativos não autorizados para realizar seu trabalho, enquanto 19% admitiram que as políticas não são fiscalizadas – no Brasil apenas 6% disseram que as políticas de suas empresas não são fiscalizadas. 
 
Alguns (18%) disseram não ter tempo para pensar em políticas quando estão trabalhando, enquanto outros afirmaram que obedecer a políticas não é conveniente (16%), que esqueceram de fazê-lo (15% no mundo. Entre os brasileiros pesquisados, 22% afirmaram que esqueceram de fazê-lo) ou que seus chefes não estavam os vigiando (14%).
 
Dois em cada três (67%) entrevistados disseram que as políticas de TI precisam passar por modificações para lidar com as demandas reais por mais flexibilidade no trabalho.
 
Nova geração será pior
O levantamento da Cisco aponta que a nova geração de profissionais que está entrando no mercado de trabalho será ainda mais descuidada no que tange a políticas de segurança de TI.
 
Mais de quatro em cada cinco universitários (86%, no Brasil este índice chega a 92%) afirmaram ter permitido que outras pessoas usassem seu computador sem supervisão, indicando que esse comportamento ficará mais comum à medida que a próxima geração de profissionais entra na força de trabalho durante os próximos anos
 
Entre os que já estão no mercado de trabalho, mais da metade dos entrevistados no âmbito mundial (56%) afirmaram ter permitido que outras pessoas usassem seus computadores sem supervisão – familiares, amigos, colegas de trabalho e até mesmo desconhecidos. O percentual no Brasil chegou a 70%.