O ritmo de crescimento do PIB brasileiro deve ser freado, ficando em menos do que a média de 4% inicialmente prevista para 2011 e 2012, devido à nova onda de crise financeira detectada nas últimas semanas em função de os EUA demonstrarem que ainda vão levar alguns anos para recuperar sua economia da última onda de recessão.

É o que indicam economistas consultados pelo portal G1.

Para os especialistas, o endividamento de alguns países da Europa também será causa da contenção da economia no Brasil, ainda que com pouca intensidade.

Em 2009, por conta dos efeitos da primeira onda de crise financeira, decretada em 2008, o PIB brasileiro sofreu retração de 0,6%.

Eletrônicos em queda
Conforme um economias da NGO – Corretora de Câmbio ouvido pelo G1, já são notórios os efeitos da crise externa no país, com exemplo na queda no consumo de eletroeletrônicos, eletrodomésticos e automóveis.

Além disso, os estoques de bens não duráveis estão em alta, conforme a avaliação do analista.

Já uma análise da Tendências Consultoria indica que a nova rodada da crise financeira pode seguir o mesmo percurso ocorrido na primeira fase das turbulências, há três anos, com um “contágio” da economia brasileira “via mercado de crédito”, ou seja: retração da oferta de financiamentos para o consumo e queda das commodities.

“Pode haver diminuição na entrada de recursos e uma disponibilidade de crédito mais baixa. Se agravar um pouco mais a situação e a aversão ao risco se acentuar, seria natural ter algum efeito no crescimento do Brasil", informa a avaliação da consultoria.

Outro efeito da crise por aqui pode ser a piora das contas externas do país, com a necessidade de revisão das projeções de ingressos de investimentos estrangeiros diretos, voltados para a produção, e investidores em renda variável e fixa.

O déficit também pode ocorrer em transações correntes das contas externas.

Pela avaliação dos especialistas, atualmente a previsão é de uma queda nestas contas de US$ 59 bilhões em 2011 e US$ 69 bilhões no ano que vem.

Bolsa

Quanto à Bovespa, a previsão da NGO é de que há poucas perspectivas de recuperação sustentável neste ano, devido à cependência de investimentos estrangeiros, que deverão sofrer retração, e, influência dos papeis ligados a commodities.

No câmbio, a Tendências Consultoria indica que o dólar tende a subir no curto prazo, ficando em um patamar acima de R$ 1,60 por conta das turbulências internacionais.

Inflação retida, mas não tanto
Ainda conforme os especialistas, a turbulência no mercado financeiro internacional pode auxiliar no controle da inflação brasileira, muito em função da queda geral nos preços de produtos como alimentos, petróleo e minério de ferro.

Apesar disso, a contenção da inflação não deve ser substancial, já que hoje ela depende de eventos domésticos, como preços dos serviços, informa o estudo da NGO.

A matéria do G1 na íntegra pode ser conferida pelo link relacionado abaixo.