Em 2010, quase metade dos eletrodomésticos e eletrônicos comprados no Brasil foram adquiridos por consumidores da Classe C.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, publicada nesta quarta-feira, 15, 45% da fatia gasta com esses produtos no país será desembolsada por essa faixa da população, enquanto que os mais abastados responderão por 37%.

As classes D e E ficaram estáveis no período, com 18% da fatia.

"Essa parcela da população (a classe C) foi beneficiada pelo aumento do emprego formal e pela forte expansão do crédito", disse Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto Data Popular, à Folha.

Os dados fazem parte de estudo do instituto, obtido pela Folha e realizado a partir de dados da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no período de 2002 a 2010.

Conforme o levantamento, no início do governo Lula o topo da pirâmide representava 55% do consumo desses bens; já a classe C tinha 27%.

"A tendência é que a classe C se consolide cada vez mais como a principal consumidora do país. Em 2011, deverá encostar nos 50% [de participação nos gastos com eletros]", prevê Meirelles, segundo o jornal.

Neste ano, as famílias brasileiras gastarão R$ 45 bilhões com eletrodomésticos e eletrônicos, de acordo com o Data Popular. Desse total, R$ 20,1 bilhões virão da classe C, R$ 16,7 bilhões das A e B e R$ 8,2 bilhões das D e E.

Com 94,9 milhões de pessoas, a classe média do Brasil representa 50,5% da população, e a AB fica com 10,5%, segundo estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas) com base em dados da Pnad 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Entre os bens de consumo, o computador foi o que apresentou o maior crescimento dentro dos lares brasileiros - passou de 14% dos lares, em 2002, para 34% em 2009.

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