Edgar Serrano, presidente do Seprorgs, assume nesta terça-feira, 17, a presidência do Conselho das Entidades de Tecnologia da Informação do RS – CETI.

 
O empresário, sócio diretor da DBC Company, substitui Reges Bronzatti, diretor da Assespro-RS. O  mandato é de um ano.
 
O conselho foi fundado em 2004 é composto pela Assespro-RS, Internetsul, Seprorgs e Softsul. A entidade tem também apoio da Sucesu-RS, Federasul, Unisinos, Ufrgs, Anprotec, Pólo de Informática de SL, Pólo de Informática de Caxias do Sul, PUC-RS e Abradi-RS.
 
Já presidiram a entidade, além de Bronzatti, Fabiano Vergani (Internetsul), Renato Turk Faria (Seprorgs), Jorge Branco (Assespro-RS), César Leite (Assespro-RS) e José Antonio Antonioni (Softsul).
 
Bastião da defesa do software nacional?
Criado como um mecanismo de bastidores para articular o posicionamento de diferentes entidades e participantes do mercado de TI, o CETI teve uma carreira discreta desde a sua fundação, contrariando expectativas de que órgão pudesse atuar como uma representação unificada do setor.
 
Uma exceção à regra foi estabelecida no final de 2011, quando o conselho respaldou publicamente as críticas do Seprorgs ao modelo de desoneração da folha de pagamentos de TI sancionada pelo governo federal no final do ano passado. 
 
Uma mudança de última hora zerou os custos trabalhistas para exportadoras de software, enquanto o mercado como um todo recebeu substituição dos 20% de contribuição previdenciária sobre a folha de pagamentos por uma alíquota de 2,5% aplicada sobre o faturamento bruto.
 
Para os críticos, a medida cria um desiquilíbrio competitivo na disputa pela mão de obra no setor, ao diminuir mais os custos de centros de desenvolvimento de multinacionais instaladas no país e algumas poucas empresas brasileiras exportadoras.
 
Os defensores do modelo apontam que estimular as exportações é parte da política industrial e que os críticos na verdade estão descontentes por ter perdido o diferencial competitivo oferecido pela estratégia de contratar profissionais PJs.
 
A lei tal e como foi aprovada é defendida pela Brasscom, que reúne 42 multinacionais e grandes empresas brasileiras, assim como pela Frente Nacional das Entidades de Tecnologia da Informação (FNTI), que reúne também Assespro Nacional, ABES, Brasscom, Fenainfo, Softex e Sucesu.  
 
Com as mesas nacionais de muitas das entidades gaúchas alinhadas à FNTI e a pouca disposição pública de outras regionais em defender as posições do CETI, o conselho acaba se tornando o polo opositor quando o modelo de desoneração do setor de TI voltar a ser discutido, o que está previsto para acontecer em três anos.