Carlos Alberto de Moraes Schettert, presidente da Capa Engenharia e também do Nex Group

Foi anunciado nesta quinta-feira, 17, o Nex Group, gigante gaúcha da construção civil formada por Capa Engenharia, DHZ, EGL e Lomando, Aita.

A companhia, cuja avaliada por uma consultoria contratada em R$ 500 milhões, tem previsão de alcançar vendas de R$ 2 bilhões até o fim deste ano ou meados de 2012.

A fusão - cujo vendas atuais chegam a  R$ 968,5 milhões - não altera, ao menos a princípio e para contratos atuais, as estruturas individuais de gestão das empresas, que passam a operar como unidades de negócio com foco na conquista de mercado em outros estados, já que hoje todas atuam só no Rio Grande do Sul.

A mira inicial está em Santa Catarina, onde áreas já foram adquiridas; Paraná e São Paulo, mercados em que negociações estão em andamento.

Na estruturação do grupo, a Capa fica com 58% de participação acionária, enquanto as demais dividem participação de 14% cada.

Conforme Carlos Alberto de Moraes Schettert, presidente da Capa que agora acumula também a presidência do Nex Group, uma empresa contratada estuda o modelo futuro de atuação e gestão conjunta do grupo, e, entre as metas, não está descartada a possibilidade de formatar equity com algum fundo de investimento, preparando a corporação para IPO.

“Desta união nasce um grupo que reúne 2,9 mil profissionais, 6,65 mil unidades construídas em 2010 e outras sete mil, divididas em 20 empreendimentos, em 2011”, destaca Schettert. “Formamos um grupo de empresas com capacidade produtiva e credibilidade já consolidadas, que permitirá competir fora do estado e também dentro dele, fazendo frente a grandes players que têm vindo para cá”, completou.

Momento mágico
Conforme o presidente, o país e, principalmente, o Rio Grande do Sul, vive um “momento mágico”, com crescimento da economia e aumento da oferta de crédito, especialmente no setor imobiliário, em função de programas como o Minha Casa Minha Vida (MCMV) – um dos principais alvos do Nex Group.

Assim, a holding entra no mercado com estratégias direcionadas a quatro plataformas: MCMV, focada em imóveis na faixa de até R$ 150 mil; condomínios verticais fechados, ao redor de R$ 200 mil, para classe média e média alta; condomínios horizontais fechados, entre R$ 300 e R$ 500 mil; e nichos diferenciados, o que inclui prédios residenciais de alto padrão e corporativos tipo Tripla A.

Todo mundo garantido
Conforme Schettert, a junção das quatro incorporadoras - que já têm sede estabelecida em Porto Alegre - vai exigir reorganização estrutural, futuramente, inclusive nos quadros profissionais, mas não há previsão de demissões.

“Precisaremos redesenhar processos, sem dúvida, em algum momento, e haverá sombreamento de funções, mas com realocações em regionais. Nossos quadros chegaram a demonstrar preocupação óbvia quando do anúncio da fusão, mas já os tranquilizamos inclusive com a afirmação de que deverá haver contratações futuras”, finaliza o executivo.