Dados da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) revelam que em 2010 o mercado nacional de TI movimentou US$ 85,09 bilhões, o que representa 4% do PIB nacional.

Para a Brasscom, os estudos comprovam o peso significativo do setor na economia do país, ainda que diversos desafios precisem ser superados para seu pleno desenvolvimento.

A maior fatia do faturamento setorial provém do mercado interno nacional, que movimentou US$ 163,3 bilhões em 2010 – o sétimo do mundo.

Considerando só a TI, o mercado interno brasileiro é o oitavo mundial, faturando US$ 82,7 bilhões.

“A meta do setor para 2020 é elevar para 6,5% o peso relativo de TI no PIB, com faturamento de US$ 200 bilhões”, afirma Antonio Gil, Presidente da Brasscom.

O mercado externo de TI, que inclui exportações e operações internacionais de companhias nacionais, foi de US$ 2,39 bilhões em 2010.

Esse número ficou aquém das expectativas do setor, mas ainda assim é expressivo, considerando-se que há cinco anos as exportações brasileiras de TI eram pouco representativas.

Segundo o levantamento da IDC, somando-se a área de telecomunicações, o número sobe para US$ 165,69 bilhões, com um peso relativo de 7,9% do PIB brasileiro.

O mercado mundial de TI, que em 2010 foi de US$ 1,5 trilhão, deve duplicar até 2020, alcançando US$ 3 trilhões, dos quais US$ 900 bilhões serão provenientes de novas aplicações em bancarização, segurança, educação, saúde e transporte, áreas em que o Brasil tem experiência e encontra-se bem posicionado para, com políticas adequadas, dar um salto.