Convênio assinado na tarde dessa quarta-feira, 17, entre Capes e Fapergs, destinará R$ 153,8 milhões à pesquisa e inovação no Rio Grande do Sul, a serem gastos entre 2012 e 2016.

Fazem parte do pacote 600 bolsas de mestrado e doutorado, além de um incentivo específico para pós-doutorado, sem número de vagas definidas – num total de R$ 49,9 milhões.

O restante vai para capacitação da rede de ensino e pesquisa no estado.

Ainda não há uma definição das disciplinas que receberão os investimentos. Mas, conforme o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Sul, Cléber Prodanov, transferência tecnológica é a ordem do dia.

“Vamos enfatizar as engenharias, telecomunicações e outras áreas em que o estado tem desenvolvimento econômico”, assegura o secretário.

Fôlego à Fapergs
O aporte é celebrado como parte da revitalização da Fapergs. O último convênio, assinado em 2006, era de R$ 2,4 milhões. Agora, a Fundação embolsa 50 vezes mais – depois de “muito choro”, como declarou o presidente da Fapergs, Rodrigo Costa Mattos, durante a assinatura do convênio.

“Chegou um momento em que a nossa fundação de pesquisa estava atrás do Piauí – sem demérito para o Piauí, claro. Mas o Rio Grande do Sul deve investir mais na sua qualificação”, diz Prodanov.

A ideia é também beneficiar empresas. Segundo Mattos, 30% das bolsas de mestrado e doutorado terão que ser voltadas a projetos desenvolvidos em companhias do estado.

Menos choro e mais trabalho
Além dessas 600 bolsas, e dos incentivos para a realização de pós-doutorados – bolsa de R$ 2,7 mil ao mês para os candidatos aprovados –, estão previstos recursos para projetos desenvolvidos em empresas de polos tecnológicos e para a “fixação de doutores”.

Agora, cabe governo lançar os editais e “fazer a coisa andar”, como resume o governador Tarso Genro, também presente na solenidade.

“Vamos chorar menos e trabalhar mais”, disse Tarso.

25% já foi
Além de dar novo fôlego à Fapergs, o convênio ajuda na meta do secretário Prodanov para os projetos da pasta: R$ 400 milhões até o final da gestão que o colocou à frente da SCIT.

“Já estamos em mais de um quarto”, comemorou.

E os parques?
Além dos R$ 153 milhões, Prodanov destacou o edital de R$ 3,5 milhões, destinado aos 24 Polos Tecnológicos instalados no Rio Grande do Sul.

A cifra parece pouca – o primeiro edital do gênero, ainda no governo Yeda, teve recursos de R$ 10 milhões –, mas a SCIT tem uma nova fonte de recursos na mira.

Está em vias de aprovação o empréstimo de R$ 1,2 bilhão do BNDES para o governo do estado, dos quais a secretaria pleiteará R$ 38 milhões para os Parques Tecnológicos e mais R$ 25 milhões para Municípios Digitais.