Foto: Flickr / mr_t_in_dc

Apple, Microsoft e Amazon saíram mal na foto em um recente levantamento do Greenpeace sobre utilização de energia renovável nos data centers que rodam serviços de computação em nuvem.

Intitulado “How clean is your cloud?”, o relatório da ONG aponta indices de utilização de energia renovável entre 13 e 15% para as três companhias.

A Apple, por exemplo, tem mais da metade da sua energia gerada por usinas movidas a carvão, tida como a fonte de energia mais poluente, número que fica em 33% para Amazon e 39% para a Microsoft.

As companhias podem estar na vitrine pela popularidade dos seus serviços de cloud, mas a verdade é que o setor como um todo não tem bons números.

Das citadas, a SalesForce tem o pior índice de limpeza, com 4%, seguida da Oracle (7,1%), IBM (12,1%) e HP (19%).

Na outra ponta, o líder em uso de energia limpa – agora é a hora em que os cínicos podem apontar a utilidade do assunto quando o tema são resultados – é o Yahoo!, com 56,4%, seguida muito de perto pela Dell, com 56,3%.

Google e Facebook também foram destaques com 39,4% e 36,4%, respectivamente.

Até agora um bastião relativamente intocado por movimentos ecologistas como o Greenpeace, o setor de TI pode esperar mais atenção não solicitada nos próximos anos.

Segundo dados do Greenpeace, se a nuvem fosse considerada um país, ela seria o quinto maior consumidor de eletricidade no mundo. A expectativa é de que essa demanda triplique até 2020.