Ticket: economia de R$ 3,5 mi com home office

21/05/2010 11:19

A Ticket, empresa da Accor Services especializada no setor de refeição e alimentação-convênio, após cinco anos do início do processo de implantação do home office, o que levou toda a equipe comercial da empresa para o trabalho em casa, já registra economia de R$3,5 milhões.

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A Ticket, empresa da Accor Services especializada no setor de refeição e alimentação-convênio, após cinco anos do início do processo de implantação do home office, o que levou toda a equipe comercial da empresa para o trabalho em casa, já registra economia de R$3,5 milhões.

De acordo com a companhia, mais importante do que a economia foi o ganho em produtividade, com aumento médio de 1,5 visita ao dia, ou 1,7 mil ao mês, o que proporcionou crescimento de 40% no volume de vendas novas e incremento de 76% na receita proveniente dessas vendas.

Com abrangência nacional, a empresa atende a 54 mil empresas-clientes e 5,3 milhões de usuários por meio de uma rede de 280 mil estabelecimentos credenciados nos 4,8 mil municípios brasileiros.

Para a Ticket, além da racionalização de recursos, o home office trouxe agilidade nas respostas, maior proximidade aos clientes e ganho em competitividade perante os concorrentes.

Enquanto no modelo antigo cada colaborador gastava 30% do seu tempo para resolver questões administrativas e 5% para tornar o cliente mais rentável, hoje esses números variaram para 15% e 35%, respectivamente. Já o atendimento telefônico, que exigia 40% do tempo de cada colaborador da equipe comercial, agora demanda 5%.

Em relação às ações de promoção do produto, o tempo gasto era de 15%, elevado para 20% com o home office. Por fim, os 10% dedicados a estreitar relacionamento hoje subiram para 25%.

"A inversão nessa pirâmide de valores se dá por diversos motivos. O colaborador trabalha mais motivado, com ganho em qualidade de vida, flexibilidade de horário e proximidade da família", explica Dalva Braga, superintendente de vendas da Ticket. "Além disso, tem mais mobilidade, consegue planejar melhor suas visitas e dedicar mais energia a cada cliente ao invés de ser tomado pelas atividades administrativas de um escritório, tempo perdido em trânsito para se locomover até a empresa", completa.

Se o projeto trouxe mais autonomia e autogerenciamento para a área Comercial da Ticket, também houve a necessidade, por parte dos gestores, de reavaliar sua forma de liderar, estando mais próximos da sua equipe.

"Nesse sistema, as equipes ficam mais perto do cliente, porém o gestor teve que criar um novo ritmo de trabalho, com adaptação às diferenças de localidades, reuniões periódicas com o objetivo de manter o sentimento de grupo e disseminação de boas práticas", esclarece Dalva.

Sistema exige preparação
Para implantação do sistema de trabalho a distância, as ações envolveram, por exemplo, a criação de uma cédula exclusiva para atendimento aos profissionais em Home Office.

Também foi contratada uma consultoria especializada em teletrabalho para apoio à área comercial, reuniões de feedback e coaching e preparação dos familiares.

"Para que os colaboradores melhorassem a produtividade e a qualidade de vida, não bastava oferecer recursos tecnológicos, era necessário que, tanto eles quanto seus familiares, entendessem os impactos desse novo modelo nas suas rotinas", ressalta Edna Bedani, gerente de desenvolvimento de recursos humanos da Ticket.

A preparação ainda envolveu a compra de toda a infraestrutura necessária para a realização do trabalho: cada um dos 104 colaboradores em home office receberam mesas e cadeiras, celular corporativo, computador de última geração e impressora, além de ajuda de custo mensal para despesas com energia elétrica e material de escritório.

Também foram implantados todos os sistemas operacionais necessários para o trabalho, internet banda larga, internet security e servidores.

Entre as orientações da Ticket para o colaborador em Home Office estão preparar-se para o  trabalho vestindo-se de maneira adequada, manter horários regulares, ter disciplina e autonomia, estimular seu gestor a desenvolver encontros vivenciais, criar em casa uma área privativa que funcione como escritório e ter uma linha telefônica exclusiva sem vínculo para casa.

Completam as recomendações trabalhar eventualmente em um lugar neutro - como um café ou hotel, permitir-se um tempo para definir os procedimentos que melhor funcionam, avisar amigos e familiares de que não está disponível durante o dia e evitar ou limitar atividades não relacionadas com o trabalho durante o "expediente".

Câmara aprova regulamentação do teletrabalho

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou esta semana o projeto de lei 4.505/08, que regulamenta o trabalho à distância. A aprovação foi notícia no Baguete e pode ser conferida na íntegra no link relacionado abaixo.

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Mais da metade do time – 14 pessoas em uma equipe de 24 funcionários - já trabalha baseada em casa.

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O quarto texto -  publicado nesta sexta-feira, 23, no Baguete - trata do help desk, ou da falta dele. O conteúdo completo está disponível no link relacionado abaixo.

Formado em Marketing pela ESPM, o profissional paulista atuou como executivo em empresas como Moore Formulários, GTech, Bovespa e Grupo Estado.
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O teletrabalho é o tema do artigo que Claudio Nasajon, diretor da Nasajon Sistemas, publica no Baguete nesta quinta-feira, 06.

O executivo fala sobre as facilidade do teletrabalho, a legislação que regulamenta o trabalho à distância e as ferramentas disponíveis no mercado para implementar a modalidade.