O prédio verde do SAP Labs na Unisinos, em São Leopoldo, terá pago com economia de energia e água os custos extras da construção até o final do ano.

Inaugurado em julho de 2009, o prédio saiu por aproximadamente R$ 35 milhões, 15% mais do que custaria uma obra que não se enquadrasse nas regras do LEED, selo de construções ecológicamente corretas americano.

“Essa conta não inclui a rotatividade abaixo da média de mercado do centro, no qual sem dúvida contribui o fato de ele ser pensado para ser um lugar agradável de trabalhar”, adiciona Erwin Rezelman, presidente do SAP Labs.

Ao longo de 2010, o centro de desenvolvimento e suporte da multinacional alemã terminou de implementar seus sistemas de controle de gasto de água e energia em todo o prédio.
 
O resultado foi que mesmo aumentando o número de colaboradores em 51%, para 433, o edifício conseguiu diminuir o uso de eletricidade em 42% e o de água em 29%.

“O prédio não tem interruptores, toda a regulação de luz é feita automaticamente para maximizar o uso de energia natural”, revela Rezelman.

Durante a obra, as especificações do LEED orientavam sobre a compra de materiais – madeira e produtos químicos estavam vedados – e determinada até a maneira certa de fazer cimento, sem gerar resíduos.

A preocupação pela sustentabilidade não é isolada em São Leopoldo. Como um todo, a SAP pretende reduzir sua emissão de carbono até 2020 para 250 mil toneladas ano, a metade do registrado em 2007, ao mesmo tempo que aumenta o faturamento 33% para US$ 20 bilhões.

Em nível mundial, o setor de TI é responsável por apenas 3% das emissões. São Paulo produz 1 tonelada carbono per capita ao ano. Ou seja, os 53 mil funcionários da SAP em 50 países não chegam a emitir 5% do CO2 gerado pela capital paulista.

Mesmo assim, o vice presidente de Sustentabilidade da SAP no Brasil, Silmar El Beck, acredita que o exemplo da empresa pode ser útil junto a uma base de clientes muito forte em segmentos como industrial e siderúrgico, esses sim, grandes emissores de carbono.

“Soluções SAP rodam em companhias que produzem 65% do PIB mundial”, aponta El Beck. “Se conseguirmos reforçar a importância e as economias geradas pela sustentabilidade junto a eles, podemos obter grandes resultados”, projeta.

* Maurício Renner cobre o SAP Fórum a convite da SAP do Brasil