Fortunati apreentou planos para Porto Alegre na Federasul

A Lomba do Silício está crescendo para a Região Metropolitana. Projeto iniciado na capital com a intenção de incentivar a instalação de empresas de tecnologia na cidade, a ideia tem sido ampliada na Grande Porto Alegre.

Um dos articuladores é o prefeito porto-alegrense, José Fortunati, para quem é importante fomentar o potencial tecnológico não só da cidade, mas de toda a região.

“Acreditamos que, assim como no Vale do Silício, não se terá uma única cidade atraindo empresas, mas várias, formando um corredor tecnológico, começando por Porto Alegre”, disse o prefeito.

Por enquanto, nada se fala de incentivos fiscais. Onde há iniciativas do executivo, como na capital, a proposta mexe apenas no plano diretor da cidade ao oferecer facilidades às empresas.

O “corredor silício” – que geograficamente passa pela BR-116 – ainda está, na sua maior parte, no plano das ideias.

Corredor do Silício?
O Vale do Silício habita o imaginário do executivo porto-alegrense há algum tempo.

Em fevereiro, em entrevista ao Baguete Diário, o secretário do Planejamento, Márcio Bins Ely, também fez referência à região na Califórnia (Estados Unidos), onde se concentram as empresas de tecnologia.

À época, Ely cunhou a expressão Lomba do Silício, ao referir-se à Lomba do Pinheiro, bairro da Capital onde hoje fica o Ceitec, e que poderia ser ponto atraente às empresas de tecnologia.

No Vale do Silício de verdade, 16 cidades abrigam empresas como Apple, Google, Yahoo, Oracle, Intel, eBay, AMD e Adobe, além de diversas universidades.

O corredor da região metropolitana teria o dobro de cidades da lista norte-americana.

Fortunati disse que já manteve conversações com os prefeitos de cidades como Canoas, onde há um projeto de criação de um parque de inovação, São Leopoldo, onde fica o Tecnosinos, que abriga empresas como SAP e HT Micron, e Sapucaia, todas na Grande Porto Alegre, que reúne mais de 30 municípios.

“Queremos criar formas competitivas para as cidades da região. É verdade que Porto Alegre teve muito investimento em outros setores nos últimos anos, mas o Tecnopuc, o Ceitec e outras iniciativas nos mostraram que a cidade pode contribuir para o setor”, conclui Fortunati.

E a Lomba, como fica?
No caso da Região de Potencial Tecnológico (Repot) – apelidada de Lomba do Silício –, a ideia é flexibilizar as regras de construção para empresas da área de TI numa área específica de Porto Alegre.

A proposta, que deveria entrar na Câmara de Vereadores nesse mês, foi adiada para abril após sugestões de alterações por um dos conselhos envolvidos nos debates da proposta.

Hoje, a Repot está em avaliação técnica dentro da Secretaria do Planejamento.

TI nos bastidores
Apesar de não apresentar uma lâmina com investimentos em TI na sua apresentação, a tecnologia fica evidente como estrutura de fundo em alguns projetos da prefeitura.

Um dos planos é conectar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade pela Infovia, seja por fibra ótica ou por rádio. O investimento total seria de R$ 2,7 milhões, em oito meses. Hoje, 30% das UPAs estão conectadas. A amortização do gasto se daria em 27 meses.

Outra iniciativa é o acompanhamento pela internet da coleta de lixo, que é feito num mapa, graças a um sistema com GPS na frota do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU).

Ambos os projetos têm participação da Procempa.