A carga tributária, hoje em torno dos 40% do PIB nacional, tem condições de ser reduzida em um quarto em dez anos, o que garantiria o crescimento sustentado da economia na média de 6% ao ano, sem ameaças ao controle da inflação.

É o que garante o estudo "Diagnóstico Fiscal Brasileiro: Proposta de Ação", feito pelos economistas Paulo Rabello de Castro, vice-presidente do Instituto Atlântico e chairman da SR Rating, classificadora de riscos, e Raul Velloso, membro dos conselhos da embraer e bndes, para o Movimento Brasil Eficiente (MBE).

Para atingir essas metas, o MBE considera imprescindível uma atuação dos próximos governos no sentido de dar total transparência à incidência dos impostos sobre os produtos e serviços; reduzir a carga tributária, hoje em torno dos 40%, para 30% do PIB, com a aprovação de lei que fixe essa meta (um “Copom Fiscal”), a ser atingida em dez anos; criar a Secretaria Nacional de Despesa Pública, com o objetivo de fiscalizar e controlar de modo inteligente os gastos correntes da União.

Para o diretor do Instituto Atlântico, Paulo Rabello de Castro, é necessária uma completa reformulação da atual estrutura tributária para definir o rumo do país nos próximos anos.

“Se as medidas propostas pelo Movimento Brasil Eficiente forem concretizadas, seguramente teremos um crescimento econômico exponencial nos próximos anos. Quero dizer, a sociedade ganhará um PIB a mais de bônus, até 2030, se adotar a lei do Brasil Eficiente”, explica Castro.

Na quinta-feira, 02 de setembro, o MBE - que reúne representantes da sociedade civil brasileira e mais de 60 entidades de diversos setores da economia - promove o encontro “A sociedade conversa com os presidenciáveis”, no qual será apresentado o estudo.

Dilma nega discussão sobre fazer ajuste se for eleita
Nesta segunda-feira, 23, a canditada do PT à presidência negou que haja no seu governo, caso seja eleita, qualquer plano de reajuste fiscal.

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo relata, sem citar as fontes, que um eventual governo Dilma poderia adotar, entre outras medidas, uma meta de inflação menor do que a atual, de 4,5% ao ano, e menos reajustes ao funcionalismo público.

Na sexta-feira, 20, em entrevista à Reuters, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que Dilma poderia cortar gastos do governo para cumprir as metas fiscais

"Disciplina fiscal não é só uma propaganda eleitoral. É um princípio que será mantido", disse Dutra. Diante da pergunta se Dilma poderia fazer cortes no Orçamento, Dutra foi direto: "se for necessário, sim".