O ministro Aloizio Mercadante deixará o ministério da Ciência e Tecnologia para assumir o da Educação, vaga hoje ocupada por Fernando Haddad, que concorrerá ao governo de São Paulo em 2012.

Segundo o jornal Zero Hora, Mercadante terá duas missões no novo cargo: solucionar os problemas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e por de pé o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Bem diferentes das metas anteriores – tablets mais baratos, e iPads e chips fabricados no Brasil.

Nomeado em fevereiro desse ano, após deixar a bancada governista no Senado, o ministro recebeu a missão, ao lado de Paulo Bernardo (Telecomunicações), de promover o tablet no Brasil.

Entre as medidas iniciais, cogitadas ainda no primeiro trimestre, estavam a desoneração tributária para a fabricação, o que baratearia os aparelhos em 40%, aproximando da meta de modelos a R$ 500, estabelecida pela presidente Dilma Rousseff.

O impulso para a missão tablet, no entanto, veio em abril, quando a Foxconn anunciou um projeto para uma montadora dos iPads, da Apple, no Brasil, com investimento de US$ 12 bilhões.

A partir do anúncio, as promessas do iPad made in Brasil começaram a ganhar destaque, sempre na boca de Mercadante.

Julho, agosto e outubro foram alguns dos meses cogitados para o início da produção.

Sem definições de local para a fábrica, com problemas para obter o montante do projeto, já que a Foxconn estava disposta apenas a entrar com a tecnologia, sem recursos próprios, o iPad brasileiro, e mais barato, foi caindo num ciclo de adiamentos.

No final desse ano, a roda do fica pra mais tarde se encerrou com a admissão, por Mercadante, de que o modelo não tem data para ser fabricado no Brasil.

Já no caso dos chips, pelo menos o ano já foi apontado: 2012.

Segundo apresentação do ministro na Câmara dos Deputados nesse mês, a Ceitec, localizada em Porto Alegre, deverá iniciar sua produção no ano que vem, depois de problemas na obra.

Diante dos deputados, Mercadante culpou o consórcio que construiu a unidade pela demora.

Por enquanto, não se sabe quem assumirá a pasta no lugar do petista, que deve concorrer ao governo paulista em 2014.