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A direção da Procergs e do Sindppd-RS deram estimativas totalmente discrepantes para o alcance da greve dos funcionários da empresa, que entrou no seu segundo dia nesta quarta-feira, 24.

 
O sindicato afirma que 80% dos funcionários da estatal de processamento de dados aderiram à paralisações. Já a direção da empresa fala em 20%, destacando que nenhum serviço foi comprometido.
 
A demanda dos grevistas é aumento real de 5% nos salários e benefícios (tíquetes, vale-rancho e auxílio-creche).
 
De acordo com o sindicato, a diretoria da estatal de processamento dados gaúcha oferece reajuste de salários e os benefícios pelo índice inflacionário do INPC, alegando contenção de gastos.
 
O sindicato destaca que em outras estatais, como a Corsan, houve reajuste real, e que a política de reajustes pelo INPC nos últimos anos deixaram os salários da Procergs defasados em relação a outras estatais como Procempa, Serpro e Dataprev, além da iniciativa privada.
 
A Procergs tem hoje 1040 colaboradores.
 
Questionado pela reportagem do Baguete Diário se os grevistas - sejam eles quantos forem - teriam seus dias de paralisação descontados, o Sindppd-RS respondeu por meio da sua assessoria de imprensa que "essa questão entrará depois na negociação quando encerrar a greve".