Um juiz da  7ª Vara do Trabalho de Salvador condenou o Bradesco a pagar R$ 100 mil de indenização por dano moral coletivo devido à política do banco de proibir seus funcionários de usar barba.

Segundo informações da Agência Estado, a decisão prevê ainda que o banco divulgue, “nos jornais de maior circulação na Bahia, durante dez dias seguidos, e em todas as redes de televisão aberta, em âmbito nacional”, uma mensagem reconhecendo a “ilicitude de seu comportamento” ao proibir os funcionários de terem barba.

A ação foi baseada na denúncia de um dirigente do Sindicato dos Bancários do Estado, funcionário do banco. Por ter a pele sensível à lâmina, o barbear diário causava erupções em seu rosto.

O Bradesco, que ainda pode recorrer da sentença, alegou que uma pesquisa interna apontou que barba “piora a aparência” e que seu uso pode “atrapalhar o sucesso profissional”.

Na sentença, Ludwig alegou que a pesquisa foi feita apenas com executivos e citou Jesus Cristo, Charles Darwin e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros, para rebater o argumento.