O SEA 308, um avião de pouco de 300 kg construído pelos alunos da Engenharia da Aeronáutica da UFMG, bateu quatro recordes mundiais de velocidade em aeronaves experimentais da Federação Aeronáutica Internacional.

O avião, construído com um motor de 80 cavalos (um carro popular tem cerca de 65) atingiu uma velocidade de 360 km/h, superando marcas antes estabelecidas nas categorias subida, 100 km, 15 km e 3 km, essa última considerada os “100 metros rasos”, a prova mais prestigiada da competição.

“Só nós da UFMG e uma outra universidade alemã participamos desse tipo de competição”, destaca Paulo Iscold, professor da federal mineira. “É o tipo de experiência hands on que estimula o empreendedorismo nos alunos”, acredita Iscold.

O professor esteve apresentando o projeto, que usa 25 licenças do software de CAD 3D SolidWorks, durante a conferência mundial da empresa, que se encerra em San Antonio nessa quarta-feira, 26.

Só a UFMG e outra universidade alemã participam regularmente das competições da FAI. A maioria dos outros competidores são empresas e pilotos com projetos particulares.

A UFMG já produziu sete aviões como o SAE 308, que custou R$ 100 mil. As verbas vem de patrocinadores privados, que estampam suas logomarcas na carcaça das aeronaves.

A abordagem mão na massa pregada por Iscold tem dado resultado. Um dos aviões projetados pelos estudantes é atualmente comercializado por uma empresa formada por ex-alunos da UFMG.

Hoje, pelo menos 300 ex-alunos da UFMG trabalham na Embraer, vários deles em cargos de diretoria.

Maurício F. Renner cobre o SolidWorks World em San Antonio a convite da SolidWorks.