O Brasil está abaixo da média latino americana e mundial quando o assunto é trabalhar em casa.

 
Uma pesquisa da Ipsos/Reuters divulgada pela Computerworld aponta uma média de 25% dos trabalhadores latino americanos trabalha em casa, contra uma média mundial de 20%.
 
Países como o México e Argentina estão entre os líderes na adoção da prática, com um índices de 30% e 29%, respectivamente.
 
Já o Brasil aparece na lista dos “acima de 10%”.
 
O estudo mapeou profissionais que trabalham longe de seus escritórios, comunicando-se por telefone, e-mail ou em chats online, quer todos os dias, quer ocasionalmente. 
 
A grande maioria dos funcionários em 24 países "concorda" igualmente (83%) que o teletrabalho é vantajoso. 
 
Nova lei impedirá avanço
Uma modificação recente na CLT, equiparando o trabalho à distância ao presencial tem causado dúvidas nos empregadores e deve constituir um empecilho à prática de trabalhar em casa no país.
 
O problema é que não está claro como será feita a equiparação, no que tange a aspectos como a hora extra, por exemplo.
 
Até que os primeiros casos comecem a ser julgados, não se sabe se os juízes trabalhistas entenderão se estar com o celular da empresa ligado em casa constituirá hora extra, ou como será calculado o adicional representando por responder um e-mail fora de horário.
 
Os empresários estão temerosos das futuras sentenças dos juízes do trabalho, que como categoria tem se posicionado em prol de um entendimento estrito da CLT, se opondo a qualquer forma de terceirização, por exemplo.
 
O advogado Ricardo Gomes, do escritório Gomes e Takeda, assessor jurídico da Assespro-RS, recomenda fugir das demandas fora de hora, ou avisar explicitamente nos e-mails que o assunto deve ser tratado no dia seguinte, em horário de trabalho.