Marcelo Camargo e Tatiana Maia

Pequenas empresas com produtos inovadores terão um novo edital programa de incentivo a inovação Prime entre abril e maio de 2011.

É a previsão do coordenador nacional do Prime na Finep, Marcelo Camargo, que esteve em Porto Alegre nesta sexta-feira, 27, participando de um evento no Tecnopuc.

De acordo com Camargo, será mantido o modelo indireto de financiamento, pelo qual a Finep concede as verbas através de incubadoras de tecnologia. A seleção das instituições acontece ainda neste ano.

Aí acabam as certezas sobre a próxima edição do Finep. Segundo Camargo, não se sabe se todas as 18 âncoras estarão presentes no próximo edital.

Também estão em discussão medidas para aumentar o percentual de projetos aprovados. Um total de 4581 empresas se candidataram aos recursos do Prime, mas só 1380 conseguiram cumprir os requisitos, habitando-se a obter um volume total de recursos a fundo perdido da ordem de R$ 165,6 milhões.

O volume é 27% abaixo da meta estabelecida, o que significa que recursos disponíveis não foram captados.

“As metas de captação foram estabelecidas pelos parceiros. Acredito que houve um otimismo excessivo sobre a quantidade de candidatos viáveis, assim como uma falta de divulgação e parceiros de captação de interessados”, avalia Camargo.

O coordenador do Prime destaca que o objetivo é financiar inovação, não financiar capital de giro subsidiado à moda de bancos como BNDES. Em quatro anos, a estimativa da Finep é investir R$ 1,4 bilhão no Prime. Podem participar empresas com faturamento anual de até R$ 10,4 milhões.

“Muitos projetos não traziam nada novo, o que elevou a taxa de reprovação”, comenta Camargo, que se diz satisfeito com a estréia do programa, o primeiro a conceder financiamento direto a fundo perdido a pequenas empresas no país.

O Rio Grande do Sul ficou dentro da média nacional de aprovação no Prime, se somadas as médias de PUC-RS e Ufrgs, as âncoras locais do programa.

Na Ufrgs, 209 empresas apresentaram projetos na fase inicial, das quais 98 foram aprovados, de um total de 120 vagas disponíveis. Destes, todos receberam as duas injeções de capital a fundo perdido de R$ 60 mil.

Na PUC-RS, candidataram-se aos recursos 287 empresas para 100 vagas, com aprovação de 58, dos quais 54 receberam a totalidade dos R$ 120 mil, quatro ainda estão sob análise para receber a segunda parcela e um foi reprovado.

“Para a próxima edição, vamos trabalhar mais de forma preventiva”, garante Tatiana Maia, coordenadora de projetos da Fundação Irmão José Otão da PUC destacada para administrar o programa na Incubadora Raiar.

Maia destaca que o seminário “Prime The Day After” realizado na PUC envolveu todas as 58 empresas participantes pela Raiar. Além das palestras – disponíveis pelo link relacionado abaixo – o evento contou também com uma rodada de negócios entre os participantes.