http://www.flickr.com/photos/usfbps/4606534345/

Profissionais de TI interessados em trabalhar no exterior terão chance de assinar contrato em outubro.

Uma comissão de empresários da província canadense do Québec passará por Curitiba entre 18 e 21 de outubro realizando entrevistas e já contratando trabalhadores qualificados.

O maior atrativo: um visto de trabalho, para o contratado e o cônjuge, obtido em dois meses. Um detalhe fundamental: é preciso ser fluente em francês.

“Esse visto é para trabalhar. Depois de um ano lá, porém, a pessoa pode solicitar o visto de residente permanente, o que dá acesso aos serviços públicos, direitos e deveres de cidadão canadense, exceto participar na vida política”, explica Gilles Mascle, do escritório de migração do Québec em São Paulo.

Prazo mais curto
Em média, os prazos para obtenção do visto de residência permanente levam de 14 a 30 meses – dependendo do caminho seguido pelo solicitante: processo da província do Québec, ou federal.

A diferença entre os dois é o idioma: no primeiro, os candidatos devem passar por uma entrevista em francês, ou comprovar bom nível da língua oficial da região, além de saber inglês.

No segundo, só o inglês basta, em termos de idiomas.

“Mas o Québec tem o processo mais rápido, além de uma qualidade de vida melhor que o restante do país”, garante Gilles, apresentando dados de homicídios de uma das maiores cidades quebequenses - Montreal.

Segundo Mascle, foram menos de 2 a cada 100 mil habitantes em 2010, contra 32 em São Paulo, por exemplo.

Há vagas!
A iniciativa da missão de outubro é da organização Québec International, e trará cinco empresários do setor. É mais um esforço de cobrir a carência de mão de obra experimentada pelo setor de TI local.

Reportagem do Baguete Diário publicada em junho (leia em “TI do Québec é pra ti?” nas matérias relacionadas abaixo) apurou que são mais de 6,8 mil empresas de TIC somente na província.

Além disso, dos 14 perfis de formação necessários para atender o mercado, apenas três chegarão com equilíbrio entre demanda e oferta de mão de obra ao fim de 2011. Em quatro anos, porém, a carência atingirá todas as especialidades.

Segundo o Conselho das Tecnologias de Informação e Comunicação do Québec, os profissionais formados no exterior respondem, já hoje, por 8% do total de contratados da área.

“O Québec precisa de mão de obra qualificada, por isso incentivamos a migração”, explica Gilles.

E o salário ó...
De acordo com o escritório de migração, os salários da área ficam em torno de US$ 64 mil ao ano (US$ 5,33 mil/mês). Já o cálculo de gasto mensal é entre US$ 2 mil e US$ 3 mil, incluindo transporte e lazer.

Pesquisa realizada no final do ano passado com profissionais da área de software no Brasil apontava o salário mensal máximo no Rio Grande do Sul em US$ 2,8 mil.

De olho no Sul
Segundo o escritório de migração do Québec em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba estão entre as 10 cidades com a maior solicitação de Certificados de Seleção do Québec (CSQ) – documento concedido pelo governo local que agiliza a obtenção do visto de trabalho e residência no país.

Entre as “vantagens” dos sulistas está a familiaridade maior com o frio – apesar de as mínimas em torno de 1ºC não se compararem às nevascas de – 15°C canadenses.

No caso específico de Porto Alegre, diz Gilles, o gauchismo e o “quebequismo” também se somam.

“O quebequense é canadense, mas também quebequense. Assim como vocês (gaúchos), que são brasileiros e gaúchos. É uma questão de dualidade de identidade regional muito forte”, explica Gilles.

Mais informações sobre os processos de migração para o Québec podem ser obtidas nos links relacionados abaixo.