O anúncio da localização do novo aeroporto de Caxias do Sul, uma demanda antiga da cidade, causou problemas na transição entre os governos e um recuo de Yeda Crusius nesta segunda-feira, 29.

Primeiro, o atual governo anunciou que o local do novo aeroporto seria o distrito de Vila Oliva, em Caxias do Sul, que teria tirado nota 9,69 contra os 5,34 pontos atribuídos à localidade de Monte Bérico, entre Garibaldi e Farroupilha, com base em uma relação com 15 critérios.

Por meio do seu perfil no Twitter, o futuro secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, criticou a divulgação.

“ Se estivesse a um mês de acabar meu governo, ao invés de estar anunciando decisões, estaria preparando prestação de contas e fazendo as malas”, fulminou Albuquerque.

Por meio do seu próprio perfil, a governadora Yeda rebateu: “Ô Beto, não te mete no meu governo que eu não vou me meter no seu”. Albuquerque retorquiu: “No meu twitter sou eu que escrevo e de forma livre dou opinião. Se serviu o chapéu pode usá-lo”.

O fato é que Yeda cedeu à pressão e horas depois da divulgação da primeira posição, o governo do estado publicou uma nova nota divulgando apenas a resultado do estudo e afirmando que a escolha definitiva caberá ao novo governo.

Em Caxias do Sul, a CIC, que liderou a defesa da área de vila Oliva, preferiu não se manifestar. De acordo com o Correio do Povo, a expectativa da entidade era de ter a decisão de Yeda formalmente oficializada, ainda nesta quarta-feira, 01, o que não deve mais ocorrer.

Crescimento limitado
A nova estrutura deve substituir o Aeroporto Regional de Caxias do Sul - Hugo Cantergiani -, até então o mais movimentado do interior do Rio Grande do Sul, que atualmente está em uma área cercada por moradias e não tem capacidade para receber voos de grande escala.

Além disso, a pista não comporta aviões acima de médio porte, não havendo condições técnicas para ampliação.

O projeto do novo aeroporto prevê uma pista de três mil metros, numa primeira etapa, chegando aos quatro mil, num segundo momento. Além disso, terá infraestrutura para receber aeronave de grande porte e voos de carga e passageiros.

O novo aeroporto é vital para à Copa do Mundo 2014, já que a Serra Gaúcha tem expectativa de ser campo-base para o mundial.