Engenharia eletrônica é o novo curso que a Unisinos passará a oferecer no próximo semestre.

A oferta se soma a outras iniciativas que fortalecem a universidade no setor, especialmente com a implantação da empresa HT Micron no  Parque Tecnológico de São Leopoldo, o Tecnosinos.

Segundo a universidade, o curso tem em sua espinha dorsal Controle e Automação, Sistemas de Energia, Engenharia de Computação e Informática.

Teoria e prática
A prática, no entanto, será um dos principais atrativos.

No curso, os alunos poderão conhecer os processos, atuar na concepção de circuitos, trabalhar com montagem do produto, manufatura de placas de circuito impresso, além da ênfase em semicondutores.

“Além de receberem suporte nos trabalhos, os alunos podem ainda participar de projetos desenvolvidos em parceria com a iniciativa privada”, contou Rodrigo Figueiredo, professor envolvido na construção do projeto.

Segundo o professor, as principais oportunidades de trabalho em Engenharia Eletrônica estão alocadas em empresas que desenvolvem e produzem equipamentos elétricos e eletrônicos, na área de produção de componentes.

Tudo em casa
Dentro da própria Unisinos, os alunos terão oportunidades de negócios. Em julho, começou a ser construída a sala limpa da HT Micron nas instalações da universidade.

O local é considerado o início da “pré-operação” da  joint-venture formada pela sul-coreana Hana Micron e pela gaúcha Parit Participações S/A, e já produz chips.

O investimento de R$ 4,5 milhões em reformas e equipamentos foi bancado pela Unisinos, que alugará o espaço de 450 m2 para a  joint-venture até que esta conclua sua fábrica no campus.

A inauguração da sede definitiva, com investimentos totais de R$ 200 milhões em equipamentos por parte da HT Micron, está prevista para maio de 2012.

Qualificação internacional
Profissionais saídos do curso podem ainda atuar na operação de processos industriais baseados em sistemas eletrônicos, comuns nas indústrias química, petrolífera, automotiva e metal-mecânica, além da área de instrumentação biomédica e hospitalar.

A HT Micron espera gerar 700 empregos diretos e 500 indiretos em cinco anos, além de atrair outras empresas da cadeia produtiva de microeletrônica.

Além do suporte da iniciativa privada, o curso conta com parceiros coreanos.

Recentemente, quatro professores da Unisinos estiveram na Coreia do Sul, país de origem da Hana Micron, fazendo especializações na área de engenharia eletrônica.

O curso também faz parte do Xilinx University Program, que provê suporte para o ensinos em cursos da área de tecnologia. Grande parte das instituições parceiras do programa estão em países asiáticos como China, Japão e Coreia.

Carência de mão de obra
Estimativa do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia é que o Brasil tem um déficit de 20 mil engenheiros por ano.

A ausência dos profissionais para o desenvolvimento de projetos e processos de fabricação de eletrônicos como tablets pode forçar a importação de força de trabalho, segundo a Associação Brasileira da Industria Elétrica e Eletrônica e o próprio ministério da Ciência e Tecnologia.

O curso de Engenharia Eletrônica também é oferecido pela PUCRS, UFRGS e Feevale.