Estréia mundialmente nesta quarta-feira, 15, a versão 1.0 do Unbound, sistema de resolução de nomes (DNS) de código aberto.
Disponibilizado pelas empresas NLnet Labs, VeriSign, Nominet e Kirei, o Unbound é um servidor DNS validador, recursivo e de caching projetado para ser uma alternativa de alto desempenho ao BIND.
O Unbound será suportado pela NLnet Labs através de um sistema de rastreio de bugs e listas de endereços de usuários.
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Ao disponibilizar código do sistema para desenvolvedores, seus criadores esperam possibilitar o desenvolvimento rápido de recursos que não estão associados tradicionalmente ao DNS.
O sistema roda em sistemas operacionais baseados no Posix, como Linux, MacOS X, FreeBSD e Solaris. O código, a documentação e informações adicionais estão disponíveis gratuitamente para download no link relacionado abaixo.
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Ao disponibilizar código do sistema para desenvolvedores, seus criadores esperam possibilitar o desenvolvimento rápido de recursos que não estão associados tradicionalmente ao DNS.
Um deles é uma implementação do DNSSEC, um aprimoramento de segurança que o Unbound acrescenta ao protocolo DNS e que é essencial para ajudar a proteger transações DNS. As únicas implementações de DNS open source que suportam o padrão DNSSEC são Unbound e BIND.
“Liberamos o software sob a licença BSD que permite o uso em outros produtos sem maiores restrições”, disse Olaf Kolkman, diretor da NLnet Labs, uma fundação de pesquisa e desenvolvimento sem fins lucrativos na Holanda.
Quatro anos em elaboração
O Unbound foi projetado em janeiro de 2004, pela Nominet. A VeriSign e a EP.Net financiaram o desenvolvimento do protótipo e, em fins de 2006, a NLnet Labs aderiu à iniciativa desenvolvendo uma implementação em C baseada no protótipo existente e empregando a experiência obtida durante o desenvolvimento do NSD, um servidor DNS dirigido a publicadores de informação.
“O protótipo do Unbound demonstrou que havíamos tomado boas decisões na arquitetura e que os complexos algoritmos de segurança funcionavam bem”, afirma David Blacka, engenheiro sênior de pesquisa da VeriSign. “Percebemos que as pessoas executarão este código em ambientes críticos e a NLnet Labs tem o compromisso de suportar ativamente o Unbound”, acrescenta.