O Grupo Solutis, empresa baiana ligada ao Grupo Odebrecht, será a responsável por ajudar a definir o que muitos empresários de TI gaúchos – gremistas ou não – desejam saber no momento: a política de investimentos de TI da Arena do Grêmio.

 
Atualmente em andamento, o contrato de definição de requisitos para a Arena – a empresa trabalha em projetos similares na baiana Fonte Nova e na potiguar Arena Dunas - deve ser sucedido por um segundo para acompanhar a execução.
 
“A companhia foi contratada para dar suporte em termos tecnológicos para um conjunto de requisitos que passam por modelos de negócios, padrões de estádios FIFA, aspectos da legislação brasileira e mesmo especificidades culturais locais”, explica o executivo do Projeto Solutis Arenas, Nivaldo Dutra. 
 
Questionado sobre como isso se aplica mais especificamente ao caso da Arena do Grêmio, um projeto de R$ 500 milhões atualmente próximo da metade e com previsão de entrega para novembro de 2012, Dutra dá poucos detalhes, mas aponta o foco principal: aumentar a rentabilidade.
 
“A infra de TI da Arena deverá permitir ações de publicidade segmentadas por áreas do estádio, via bluetooth ou outras tecnologias, por exemplo”, revela o executivo, que aponta que parte do escopo da consultoria é como os atuais sistemas de gestão do tricolor gaúcho vão se integrar à nova estrutura.
 
Outros foco é construir a infra necessária para permtir a realização de diversos eventos simultaneamente no estádio em dias nos quais não haja jogos do Grêmio, além de investir em sistemas de pagamentos modernos que possam agilizar a circulação e aumentar a segurança.
 
A Solutis foi fundada em agosto de 2011 com investimentos de R$ 6 milhões, a Solutis tem entre seus sócios os antigos donos da Unitech, empresa baiana adquirida pela CPM Braxis em 2006, além de uma participação da Odebrecht.
 
A empreiteira baiana, com faturamento de R$ 55 bilhões em 2010, foi quem colocou a empresa na rota das Arenas, ao contratar a empresa para cuidar da infra de TI da Fonte Nova, construída pela Odrebrecht. Tanto a Arena do Grêmio quanto a Dunas são projetos da concorrente OAS.
 
“Vimos a oportunidade ao saber que grupos multinacionais estavam tentando emplacar projetos de consultoria de 3 ou 4 milhões de euros”, revela Dutra, sem entregar o jogo de quanto a Solutis cobra nos seus projetos. “Posso garantir: é bem menos do que isso”.