A gaúcha especializada em inteligência de negócios Plugar quer entrar em um novo ramo: o segmento setorial.

Hoje, a empresa trabalha no desenvolvimento de um novo software em que associados das entidades poderão inserir informações numa ferramenta de diagnóstico que casará recursos de CRM, ERP e BI.

A Plugar já possui um software de análise qualitativa, o Discovery. A novidade responderá pela parte quantitativa dos relatórios.

“No final, queremos que as entidades setoriais tenham um diagnóstico completo de como anda o setor”, resume Fábio Rios, sócio da Plugar.

O projeto conta com apoio do CNPq, que lançou edital no ano passado para o desenvolvimento de uma ferramenta inovadora voltada para o segmento setorial.

São R$ 292,8 mil em bolsas para dois graduandos e três pesquisadores de pós-graduação, com contrapartida de quatro colaboradores da própria Plugar e um professor da FAtec de jaú (São Paulo), que será parceira no desenvolvimento.

A Plugar terá que cumprir o prazo de avaliação do CNPq, de 24 meses.

Segundo Rios, a solução será desenvolvida em ciclos de semestrais com métodos ágeis, principalmente o Scrum.

Finalizado cada ciclo, entidades serão convidadas a testar a solução.

Até 2015, a empresa quer 25% do faturamento oriundo desse produto.

"Estamos apostando numa força do governo", diz Rios.

O executivo diz que o governo tem buscado fortalecer as entidades setoriais, e que precisa de dados para fazer isso de forma mais efetiva.

Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) são mais de 81 setores econômicos no Brasil, reunindo 12 mil empresas.

"Todos podem ser clientes, além do governo", completa Rios.

Os setores são ramos de atividade da economia que vão além dos pilares principais – como comércio e serviços, indústria e agricultura – e chegam a segmentos desses ramos, como os conglomerados de alimentos, moda, tecnologia e construção civil.

Hoje, a Plugar já tem clientes que representam segmentos da economia, como o Sistema Fiergs.

Renault, Bunge, Sebrae, Petrobras, Bradesco, Carrefour, Stihl, Syngenta, ESPM e Embratel também entram na carteira de contratos.

A empresa não divulga o faturamento.