A caxiense Integrasul se prepara para obter cerca de 20% de sua receita no exterior a partir do ano que vem. Para tanto, a companhia mira três mercados: África do Sul, onde possui dois representantes; Venezuela, onde implementou uma revenda este ano, e Cuba, onde já fechou contrato para a realização de um projeto para o governo em 2009.

Conforme o diretor Técnico da Integrasul, Marcelo Travi Pacheco, o plano é fechar negócios nestes países ainda durante o primeiro semestre do ano que vem.

Tudo com base no NAC (Network Access Control), solução unificada de controle e gerenciamento de ameaças virtuais da companhia gaúcha que encerra 2008 com 120 clientes ativos, o que resulta em mais de 15 mil usuários. Na carteira, nomes como Lojas Colombo, Oderich, Vinícola Perini, Kurotel, Jackwal, Citral e Prefeitura de Caxias do Sul.

Composta por oito módulos, a ferramenta traz recursos de anti-spam, firewall, segurança de e-mails, controle de acessos, entre outros itens voltados à segurança da informação. A solução já conta com clientes no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Nos últimos dois estados, inclusive, a demanda atual tem se mostrado tão intensa que a Integrasul já instalou três revendas.

E em 2009, o plano é ir ainda mais longe. “Nossa projeção é conquistar mais revendas nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste”, destaca Pacheco. Além disso, as metas da empresa de Caxias do Sul para o ano que vem também incluem criar um novo módulo para o NAC, destinado ao gerenciamento de projetos.

Com tudo isso, a idéia é incrementar em 40% o faturamento do ano que vem, o que também virá da oferta de soluções da Trend Micro e de serviços como consultoria em TI, suporte e implantação de ferramentas de conectividade, auditoria de segurança de dados e desenvolvimento de softwares customizados em PHP e PostgreSQL.

África em expansão
O relacionamento comercial entre Brasil e África do Sul, um dos mercados na mira da Integrasul, está em ascensão. Em 2007, as vendas daqui para lá cresceram 20,46/%, atingindo US$ 1,75 bilhão. Desse total, US$ 1,488 bilhão foram de produtos semimanufaturados ou manufaturados. Já as compras feitas de lá para cá tiveram incremento de 20,1%, somando US$ 522 milhões.