Foto: Divulgação, RafeB/Flickr

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A lanterna da corrida dos apps para smartphones está animada.

Segundo dados de março, presentes em levantamento do site especializado no sistema operacional da Microsoft All About Windows Phone, a plataforma atingiu 80 mil apps em março.

O número coloca a empresa 10 mil aplicativos à frente da RIM, ex-líder no mercado corporativo.

Esse número é o dobro do registrado há cinco meses pelo Windows Phone – o que pode dar um pouco mais de confiança para a companhia e também para a Nokia, principal aliada para smartphones equipados com o software.

Para o site, o Windows Phone mantém um “um crescimento sustentável e acelerado” e já ocupa “confortavelmente” a terceira colocação entre os maiores ecossistemas de apps.

O Android, do Google, tem 450 mil aplicativos, e o iOS, da Apple, com 550 mil.

Longo caminho
Apesar do avanço, a Microsoft ainda tem muito para correr.

Lançado em 2000, o foco inicial do Windows Mobile foi o Pocket PC. Na mesma década, o surgimento dos Blackberry ofuscou a entrada da Microsoft no campo da mobilidade, especialmente pela adoção do aparelho da RIM por celebridades como Barack Obama, presidente dos EUA.

Com o passar dos anos, o iPhone e o Android deram os toques finais na “derrota” da plataforma da Microsoft, hoje utilizada por apenas dois em cada 100 usuários de smartphones.

A baixa popularidade levou o Windows Phone a ficar para trás até em comparação com projetos inacabados. Um exemplo é o Mercado Livre, que deixou o Windows Phone “no final da fila” dos apps móveis.

Além de Blackberry, Android e iOS, o MeeGo, sistema da Nokia descontinuado recentemente com a parceria com a Microsoft, passou na frente da plataforma da MS.

Precisa-se de apps
Ter os apps é o que ajuda a ter força nesse mercado.

Os atuais líderes em catálogo de programas são, também, os primeiros colocados em vendas, de acordo com o Gartner, que coloca o Android em primeiro entre as plataformas, com 50% do mercado, seguido pela Apple, com 23,8%, no ano passado.

Já RIM e Microsoft têm, respectivamente, 8,8% e 1,9% de share, ambas com reduções frente a 2010.

O maior trunfo da aliança entre MS e Nokia, o Windows Phone 8, no entanto, ainda não surgiu no mercado. Até o momento, apenas um modelo da parceria foi lançado, a série Lumia.

A RIM também reage. Tentando pegar carona no Android, oferecendo a possibilidade de recompilação para a plataforma própria, no Playbook, dando uma incrementada no portfólio.

É uma forma de atrair desenvolvedores, sem retrabalho de desenvolver o app para uma nova plataforma.