Nos próximos cinco anos, a receita de serviços em nuvens públicas vai mais do que triplicar em todo o mundo, somando cerca de US$ 66 bilhões.

No período, o maior crescimento será registrado no mercado da América do Norte que vai liderar os investimentos na área.

Os dados são de uma pesquisa da empresa de análises Ovum.

O estudo indica que, só para este ano, a movimentação esperada para o mercado global de nuvem pública é de US$ 18 bilhões.

Até 2016, a taxa composta de crescimento anual do setor deverá ficar na ordem de 29,4% para mais.

De acordo com Laurent Lachal, analista da Ovum, a América do Norte vai dominar os investimentos em nuvem pública com crescimento de 50% na utilização de cloud até 2016, ano para o qual é esperada expansão de 54,6% para o setor.

Já Europa, Oriente Médio e África manterão suas colocações como o segundo lugar no mercado de computação nos próximos cinco anos, com crescimento de 27% este ano e média de 29%/ano até 2016.

Na Ásia, a Ovum prevê que a receita de nuvem pública crescerá 16% em 2011 e cerca de 18,8% no próximo quinquênio, saindo de US$ 2,9 bilhões para US$ 12,4 bilhões.

SaaS em queda
Por outro lado, o mercado de SaaS deverá sofrer declínio, segundo projeção da Ovum.

Conforme o levantamento da empresa de análise, este segmento sairá dos 87% de utilização atuais para 62% em 2016.

A desaceleração deverá ser puxada pelos modelos de IaaS e PaaS, que tendem a crescer, respectivamente, de 9% e 5% este ano para 23% e 16% em 2016 – índices considerados muito baixos, na avaliação de Lachal.

“Embora o crescimento da utilização da nuvem cresça, puxado por players como a Amazon e Google, essa explosão não tornará os departamentos de TI obsoletos. Ao invés disso, o foco da TI mudará”, afirma o analista.

Essa mudança, segundo ele, vai incluir uma aproximação “holística” maior para conectar redes, hardwares e softwares.

Os departamentos de TI tendem, portanto, a reduzir a ênfase em manutenção e aumentar a atenção à inovação.

“Estes departamentos serão encorajados a assumir mais riscos, para dar aos colaboradores mais capacidade de negócios de vendas”, finaliza Lachal.