A Autodesk acaba de adquirir a Horizontal Systems, provedora de soluções de colaboração para BIM (sigla em inglês para Modelagem de Informação da Construção) em nuvem para a indústria de arquitetura, engenharia e construção (AEC).

A tecnologia da companhia comprada será agregada à divisão Autodesk 360 para BIM, focada no gerenciamento de colaboração, dados e ciclo de vida de projetos de construção.

"As soluções aceleram os recursos do Autodesk 360 para BIM, permitindo que equipes multidisciplinares se comuniquem e sincronizem informações, o que reduz desperdício e erros durante a concepção e construção de projetos de AEC”, afirma Jim Lynch, vice-presidente de Soluções de Arquitetura, Engenharia e Construção da Autodesk.

No portfólio da adquirida, o carro-chefe é o Horizontal Glue, que leva o BIM à nuvem e oferece recursos como modelos multidisciplinares e troca de dados de objetos inteligentes para as indústrias de construção e infraestrutura.

A abordagem possibilita que arquitetos, engenheiros, proprietários e construtores colaborem em tempo real em mais de 40 formatos 3D diferentes, com distribuição de dados de BIM em sistemas de negócios externos.
 

Autodesk 360 para BIM
Pela Autodesk, o “360 para BIM” é o foco, nesta área, com soluções para gerenciamento de colaboração, dados e ciclo de vida para a indústria de arquitetura, engenharia e construção.

A ferramenta disponibiliza dados de projeto durante o ciclo de vida das obras, sendo habilitado pelo Autodesk Cloud e também integrável a aplicativos de projeto terceiros.

Aposta
A compra da Horizontal segue a aposta cada vez mais forte da Autodesk na linha de BIM.

Conforme o gerente geral da Autodesk no Brasil, Acir Marteleto, este é um dos mercados mais promissores para a companhia no país, por exemplo, onde a área de construção civil já “passou do ponto de virada no tema com todos os 10 principais players do mercado em algum ponto da adoção do conceito”.

Com os grandes players trabalhando com o BIM, Marteleto prevê que os prestadores de serviço precisarão evoluir suas áreas de projeto, passando a adotar design em 3D e outras tecnologias do portfólio da companhia para estar em linha com os compradores.

Segundo ele, levantamentos apontam que o custo do desperdício em obras no Brasil chega a 30% do valor total, frente a uma média mundial de 8%.

Com R$ 225 bilhões em investimento na construção esperados até 2016, a estimativa significa R$ 67,5 bilhões jogados fora.

Marteleto não revela os clientes da empresa que já aderiram ao conceito, alegando que as empresas “ainda veem o BIM como um diferencial competitivo a ser mantido em segredo”, mas afirma que clientes do Rio Grande do Sul já usam a novidade.

Um dos casos vitrine da Autodesk é o escritório de arquitetura corporativa paulista Athié | Wohnrath, com 380 colaboradores, já usou a tecnologia em 200 projetos até hoje, incluindo a nova sede da Dow Chemical, um prédio de nove andares em São Paulo.

Recentemente, outra investida da companhia foi uma parceria com a Pitney Bowes para fornecimento de serviços e soluções coordenados para o setor de AEC.

A aliança combina a especialização da Autodesk em soluções para projeto, engenharia, construção e BIM, com o expertise da Pitney Bowes em sistemas GIS.