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A EMC acaba de adquirir a norte-americana NetWitness Corporation, fornecedora de soluções para identificação, inteligência e análise de ameaças às redes.

A companhia, que oferece soluções para detecção e eliminação de ameaças, automatização do processo de investigação de incidentes, entre outras, fará parte da RSA, divisão de segurança da EMC.

A transação não deverá ter impacto material sobre o faturamento ou o lucro por ação no exercício fiscal de 2011, segundo divulgado pela EMC em nota oficial.

Conforme Tom Heiser, presidente da RSA, a NetWitness será um “elemento vital” para a linha de soluções de gerenciamento de segurança da divisão, fornecendo visibilidade em tempo real da atividade da rede e adicionando eficiência a investigações de incidentes e ao workflow.

“A visibilidade, inteligência e precisão que a NetWitness oferece, aliadas à plataforma RSA Archer eGRC, possibilitam que as organizações apliquem um contexto de negócio a informações sobre  segurança, otimizando o gerenciamento de incidentes”, destaca Heiser.

Brasil na rota das compras

As aquisições andam no foco da EMC. Há dois meses, a companhia anunciou que pretendia fazer uma compra no Brasil ainda este ano.

Segundo declarou, na época, o VP do conselho de administração da empresa, William Teuber, ele mesmo já havia se reunido com executivos de empresas brasileiras para bater o martelo sobre o projeto de investimento de longo prazo no país.

De acordo com Teuber, as perspectivas de crescimento econômico do Brasil não deixam dúvidas de que é o momento para investir, mesmo com a taxa de juros alta.

Em 2010, a receita global da EMC cresceu 21%, para US$ 17 bilhões, e o lucro líquido subiu 75%, para US$ 1,9 bilhão.

Para 2011, o executivo prevê faturamento de US$ 19,6 bilhões, com lucro líquido de US$ 2,4 bilhões.

Hoje, 53% da receita da EMC tem origem nos EUA, mas a companhia quer mudar esse quadro, e para isso, nos últimos dois anos, decidiu reforçar a atuação nos países emergentes, onde o desempenho tem sido, em média, duas vezes maior que a média global na área de armazenamento.

Em dezembro do ano passado, a organização divulgou meta de dobrar sua operação brasileira dentro de três anos.

A estratégia inclui a liberação de recursos, inclusive para aquisições, e também a ampliação da fabricação local de equipamentos.

A ideia é passar a manufaturar no país as linhas Data Domain, de deduplicação de dados; e Greenplum, que contempla soluções de inteligência analítica, resultado de uma aquisição realizada em junho passado.

Atualmente, a EMC produz no país, via parceiros, as linhas de storage e backup.

Nos planos futuros, porém ainda sem prazo definido, também há a intenção da EMC de trazer um centro de excelência para cá.