Linda Cohen destaca que América Latina tem crescimento em serviços de TI acelerado

A TI brasileira corresponde a 50% da movimentação no setor de serviços de tecnologia da informação da América Latina, segundo dados da Gartner.

Em 2011, o mercado local deve movimentar US$ 17 bilhões, de acordo com Allie Young, analista emérita da consultoria. No continente, o volume chega a US$ 33 bilhões, respondendo por 3,82% do total movimentado no mundo.

Se comparado à movimentação mundial, o Brasil tem uma participação de 1,97%.

“A região tem que ser visto do ponto de vista do crescimento. Até 2014, enquanto o mundo deve experimentar uma alta de 4,3%, a América Latina deve chegar a 11%”, avalia Linda Cohen, analista do Gartner.

Entre os pontos fortes para o Brasil estão a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

No entanto, alertam os especialistas, grandes eventos, sozinhos, não sustentar o setor no Brasil. O país, aponta o Gartner, tem falhas que precisam ser corrigidas e atrasos a compensar.

A falta de estratégia observada no setor, alinhamento inconsistente, infraestrutura centralizada (especialmente no caso de telecomunicações) e o baixo uso de cloud são alguns dos fatores que freiam o avanço no Brasil (sobre a cloud computing, leia o texto “TI brasileira tem medo da nuvem? nas matérias relacionadas abaixo).

Os dados foram apresentados nessa terça-feira, 07, durante a VIII Conferência Anual Outsourcing do Gartner.

Números de outra consultoria, a IDC, indicam que o mercado total de TI do Brasil movimentou, em 2010, US$ 81 bilhões, resultado que equivale a cerca de 4% do PIB, soma de tudo o que é produzido no país.

Para 2020, a projeção da Brasscom é que o mercado interno de TI alcançará entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões, o que elevará a participação do setor no PIB entre 5,5% e 6%. As exportações deverão subir para US$ 20 bilhões.

* Guilherme Neves cobre a VIII Conferência Anual Outsourcing do Gartner a convite do Grupo Meta, patrocinador do evento.