Bill Gates está se desfazendo da Microsoft aos poucos.

Segundo matéria do site InformationWeek, o fundador e ex-CEO da empresa vendeu, nos dias 02 e 03 de fevereiro, 10 milhões de papéis.

Pela cotação dessa quarta-feira, 09, o volume negociado passaria de US$ 280 milhões.

As informações sobre as vendas constam em documentos enviados a investidores nessa segunda-feira, 07. Os 10 milhões comercializados em 2011, no entanto, seguem uma temporada de vendas da carteira de Gates.

No ano passado, ele vendeu 90 milhões de ações, reduzindo em 13% sua participação.

No total, 22% já se foi
Em dois anos, os cortes chegam a 22%, todos feitos em doses discretas. Conforme o InformationWeek, as ações foram vendidas em 12 transações separadas, para não chamar a atenção.

Hoje, Gates possui 591 milhões de ações da Microsoft, chegando a cerca de 7% do 8,4 bilhões de papéis que a empresa tem. Apesar das baixas, Bill Gates segue sendo o maior acionista individual da companhia, que teve receita de US$ 62,48 bilhões em 2010.

Por trás das vendas, diz o Information, pode estar simplesmente um investidor buscando diversificar suas aplicações.

Ainda assim, comparada ao retorno de outas companhias nos últimos cinco anos, como Apple (38,8% de rendimento), Google (11,12%), Oracle (30%) e IBM (17,37%), diz o Information, os 2,74% da Microsoft são um mau negócio.

Ballmer também seguiu mesmo caminho
Em novembro de 2010, o presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, vendeu por US$ 1,3 bilhão cerca de 49 milhões de ações da Microsoft.

Com a operação, a participação do executivo no capital da companhia, presidida por ele desde 2000, caiu 12% para cerca de 3,6% do total. O executivo informou que pode vender  mais 75 milhões de ações, o que acusaria uma redução acumulada de 18%.

Ballmer afirmou que se trata de uma medida para diversificar seus investimentos e desmentiu os rumores de que a operação sinaliza desconfiança ou a preparação para a saída do comando da Microsoft.

“Ainda que seja uma questão de finanças pessoais, quero deixar claro para evitar confusões”, disse.