A SoftExpert, empresa de Joinville especializada em software de automação de processos de gestão, saiu da Cebit com acordo com a q-Project uma companhia belga que vai iniciar a distribuição do seu produto em países de língua francesa.

O acordo é mais um passo de uma bem sucedida estratégia de internacionalização da companhia, na qual as vendas no exterior já representaram 20% do faturamento em 2011 e devem chegar à metade do total em um prazo de três a cinco anos.

Não se trata de uma meta inatingível, uma vez que as vendas externas cresceram 145% no ano passado contra 25% no mercado brasileiro e a meta é manter a cirfra em três dígitos fora e acima de 30% no Brasil.

“O software já criado pensando no mercado internacional”, resume Marco Aurélio Hintz, diretor de desenvolvimento de negócios da SoftExpert, que está representando a empresa em Hannover.

A estratégia de começar já pensando na internacionalização se adere bem às características do produto, que ajuda gestores a acompanhar a aderência dos processos em áreas tão diferentes como as normas da família ISO, as regras da americana Federal Drug Aministration ou as normas de metodologias da área de TI como ITIL e Cobit.

Com um produto aderente a regras internacionais, a SoftExpert tratou de consolidar um negócio internacional, cadastrando 30 revendas espalhadas pelo mundo e traduzindo o software para diversos idiomas.

Os canais estão sendo buscados na base do desgaste da sola dos sapatos de Hintz. Além da Cebit, onde é a única expositora de Santa Catarina, a SoftExpert esteve só nos últimos meses no Gartner Symposium/ITXPO e na XChange Americas, de olho em aumentar a presença nos Estados Unidos, depois de dar os primeiros passos na América Latina e começar a chegar na Europa.

A empresa tem mais de 2 mil clientes e 300 mil usuários ao redor do mundo, incluindo nomes como a cidade suíça de Lugano, Mitsubishi, Sebrae, Carrier a Ferramentas Gerais.