O estudo anual 7 Hot Techs, desenvolvido pela E-Consulting, anuncia as principais tendências tecnológicas para 2008. A pesquisa demonstra as soluções que deverão impactar a forma como as empresas serão conduzidas nos próximos dois ou três anos.

Segundo Daniel Domeneguetti, sócio-fundador da E-Consulting, a consultoria procura fugir das tradicionais apostas norteadas pela indústria, as mesmas que foram previstas anos atrás e que funcionam como a postulação do óbvio. “Dizer hoje que Governança de TI, Web 2,0, Software Livre ou TI como Serviços serão destaques em 2008 não é um serviço de valor diferencial para o CIO ou para o interessado/investidor em TI”, argumenta.

Confira os destaques do estudo:

1. User-Oriented Meta Component Application Frameworks – termo que designa os frameworks totalmente transparentes, auto-integráveis, componentizáveis e implementáveis, delineados sob o prisma do usuário final e que são compostos por tecnologias de diferentes padrões e naturezas, com alto grau de interoperabilidade e performance casada.

2. TI como Processo – Atualmente a TI reescreve os processos corporativos a partir de sua redefinição via SOA. A mudança central será passar a desenhar os processos nativamente a partir de TI, uma vez que TI corporativa, cada vez mais, será processo desde sua gênese.

3. CDO – Chief Delivery Officer, ou seja, a fusão do COO (Chief Operation Officer) com o CIO (Chief Information Officer). que devem se consolidar em conduzir processos e entregar a performance esperada pela empresa em seus diversos negócios.

4. InterneTI – A Internet é o principal celeiro de desenvolvimento das aplicações corporativas. A partir daí haverá grande tendência a se construir “fora” da empresa boa parte dos aplicativos e sistemas corporativos (endossando tendências como TI Serviço, TI Utility, etc), bem como de se pilotar boa parte da operação de TI da empresa (armazenamento, segurança, etc), endossando tendências como outsourcing.

Outro ponto é que naturalmente os sistemas corporativos tenderão a ser, em alguns casos, 100% Web-Based de início, o que transformará, no limite, todas as empresas em elos de uma rede integrada maior de sistemas em operação transacionando informações, o chamado multistakeholder integration network, ou seja, a teia de agentes econômicos integrados.

5. Consumidor 2.0 – Este processo de desenvolvimento da multistakeholder integration network, somado à evolução das redes sociais e das ferramentas 2.0 criará as chamadas Learning Web Networks, pilotadas pelos consumidores 2.0, ou seja, os consumidores geradores de mídia, processo hoje ainda na maternidade. Estes consumidores acabarão sendo catapultados a se integrar efetivamente às redes colaborativas de desenvolvimento de produtos e serviços das próprias empresas.

6. Knowledge Components – Da mesma maneira que aplicativos de TI e softwares em geral se transformaram em componentes replicáveis e com forte apelo de usabilidade, o conhecimento em si também será formatado em componentes agregáveis, beneficiáveis e comercializáveis, verdadeiros pacotes de output transacionados de usuário para usuário, agregados em redes interdependentes.

7. GAI-TI – Gestão de Ativos Intangíveis de TI – É sabido que TI responde por boa parte dos investimentos anuais das empresas, mas que, por outro lado, caracteriza-se por ser um investimento cujo resultado, à exceção de modelos de redução de custo por substituição, é de natureza normalmente intangível, já que está ligada a elementos como ganhos de performance, modelo de negócio, conhecimento, inovação, etc. Desta forma, e para se balizar a discussão com CFOs, CEOs, conselhos e acionistas, caberá ao CIO ser capaz de provar o valor gerado pelos investimentos feitos em TI, principalmente quando o efeito prático perceptível destes investimentos estiverem ligados à perenidade competitiva da empresa (portanto, de médio-longo prazo).