O projeto de desoneração da folha de pagamento de TI, cuja regulamentação deve ser feita até dezembro, deve ser revista.
 
É o que opina Jorge Sukarie, presidente da  Brasoftware, uma das maiores revendas de software do país, com faturamento de R$ 250 milhões em 2010.
 
Em declarações publicadas pela CRN, o empresário destaca que, apesar de ser “atraente para a maior parte do mercado”, o plano é “ineficaz” para empresas que não veem a folha de pagamento como a principal fonte de gastos.
 
“Para toda regra há uma exceção, e nesse caso a exceção são as distribuidoras e representantes de empresas de softwares, que contam com o faturamento muito mais alto do que a sua folha de pagamento”, explica Sukaire.
 
O presidente afirma que um parágrafo prevendo contornar a situação foi enviado para o governo – o prazo final para alteração foi nesta terça-feira, 09, mas “por descuido ou esquecimento” não foi incluído, tendo sido colocado de fora do plano como um todo.
 
Sukaire está na expectativa de que a cláusula dando opção de escolha ou excluindo revendedoras e distribuidoras entre no texto até o final do ano.
 
Brasoftware
Caso a lei já estivesse em vigor no ano passado, a Brasoftware teria pago R$ 6,25 milhões em impostos sobre o seu faturamento.
 
Fazendo simplesmente uma equivalência entre a alíquota de 20% e a de 2,5%, sem incluir outros gastos adicionais com folha de pagamento, a Brasoftware precisaria ter uma massa salarial anual de R$ 155 milhões anuais para que a troca fizesse sentido economicamente.