Verdi: SAP Brasil cresce além da base

A SAP Brasil está no meio do caminho para alcançar a estratégia anunciada em 2010 de triplicar a receita de software até 2014.

Em dois anos, 52% da meta foi atingida, com impulso de soluções complementares que tiraram o ERP do motor de expansão.

É o que conta o presidente da subsidiária, Luís Cesar Verdi, detalhando o quanto o ERP deixou de ser a alavanca dos negócios da companhia, embora ainda seja seu carro-chefe.

“No ano passado, 66% de nossa receita de software no Brasil veio de soluções analíticas, de mobilidade, in memory ou focadas em CRM, RH, entre outras”, explicou Verdi em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 12, que precede o SAP Fórum, a começar na terça-feira, 13.

O que, segundo ele, não significa que a companhia cresceu somente na base: com 350 novos clientes no país em 2011, a SAP contabilizou a maior parte da receita de novos contratos em soluções além do ERP.

A menos quando se fala em pequenas empresas – que, para a SAP, são aquelas com faturamento de até R$ 100 milhões.

Neste caso, as vendas majoritárias são do ERP B1 – que globalmente já soma mais de 33 mil contratos.

Hoje, dos mais de 4 mil clientes que a empresa alemã tem no país – que somam 1,5 milhão de usuários e representam uma fatia de 57% do PIB nacional -, 34% são de pequeno porte, enquanto 36% são médias (de R$ 100 a R$ 300 milhões de faturamento) e 30%, grandes.

“O setor onde mais crescemos é o de pequenas e médias, e estamos focados em nos expandir ainda mais neste segmento, para o que apostamos em áreas onde hoje não somos muito expressivos, como varejo, agronegócio e público”, comenta Verdi.   

Entretanto, obviamente os maiores contratos estão na base de large accounts, onde a SAP tem presença mais forte nos setores de infraestrutura do país, com oil&gas, e construção no topo da lista.

“São setores onde o player segundo lugar está muito atrás de nós”, ressaltou Verdi, carregando o que pode na tinta do “muito”.

Com cerca de 1,5 mil funcionários no Brasil – dos quais, 530 estão no SAP Labs, em São Leopoldo -, a SAP aposta nos parceiros para crescer por aqui.

Hoje, a lista conta com 120 aliados, entre canais, parceiros de serviços e de tecnologia.

Os desta última categoria, aliás, são um dos fomentos da carteira de pequenas e médias empresas, já que o B1 é um software horizontal tradicional, sem verticalizações de raiz.

“O sistema traz toda a estrutura básica de gestão, para todos os processos de uma empresa”, explicou Verdi. “Porém, nossos parceiros integram ferramentas específicas para todos os campos necessários. O pequeno varejo, o prestador de serviços, qualquer outro de porte menor, pode contar com a verticalização pelos parceiros”, finalizou.

Gláucia Civa cobre o SAP Fórum 2012, em São Paulo, a convite da SAP Brasil.