O Exército Brasileiro adotou a SoftExpert Excellence Suite, da joinvilense SoftExpert, como ferramenta padrão para governança organizacional.

A solução, em uso no Departamento de Engenharia e Construção do Exército (DEC), foi escolhida por processo licitatório público.

Conforme o coronel João Rufino Sales, chefe da ATI (Assessoria em Tecnologia da Informação) do DEC, características como integração, flexibilidade, uso de software livre, compatibilidade com o legado da entidade e segurança determinaram a escolha.

“Um dos pontos determinantes foi a integração nativa de vários módulos de gestão e gerenciamento”, destaca Rufino.

Além disso, o coronel garante que a solução reduziu a quantidade de erros na gestão de ativos do departamento.

“Com a funcionalidade de simulação de processos, podemos verificar previamente se existem erros ou gargalos”, afirma o gestor de TI do DEC.

O software catarinense, implantado pela Open Service, parceira da SoftExpert em Brasília, também trouxe economia.

“Baseado nos critérios de desenvolvimento expedidos pelo governo federal, o SE Suite pode usar sistemas operacionais e bancos de dados livres, minimizando a necessidade de aquisição de sistemas de apoio”, ressalta o coronel.

O SoftExpert Excellence Suite é a mais completa solução corporativa para a gestão integrada da excelência e conformidade empresarial.

Composta de módulos multi-idiomas e 100% web, a suíte automatiza processos de gestão de ativos, qualidade, meio-ambiente, saúde e segurança; governança, riscos e compliance, serviços de TI, PLM e BMP, entre outros, além de auxiliar na adequação a normas de mercado.

O DEC, usuário da solução no Exército, é o órgão responsável por planejar, coordenar e controlar a realização de obras de engenharia do exército, além de atuar na supervisão e administração do patrimônio imobiliário da União jurisdicionado à entidade militar.

Arsenal de TI!
Os investimentos do Exército Brasileiro em TI são constantes.

Em janeiro deste ano, por exemplo, a gaúcha Aeroeletrônica, subsidiária da multinacional de equipamento militar israelense Elbit Systems, venceu um contrato de R$ 440 milhões para venda de equipamentos diversos para blindados.

Antes disso, em dezembro de 2010, a entidade havia adotado o Sistema Integrado de Gestão (SIG), elaborado com base na plataforma de BI da MicroStrategy, para integrar sua base de dados com o objetivo de eliminar redundâncias e inconsistências relacionadas a pessoal.

Outro contrato do fim de 2010 foi fechado com a Panda Security, na área de segurança de informação.

O projeto envolveu a implantação de 37,5 mil licenças de software, treinamento de 700 oficiais, suporte e cooperação tecnológica.

A companhia espanhola venceu a licitação do contrato com uma proposta 71 vezes menor que o valor inicialmente estimado pelos militares.

As licenças para dois anos da plataforma Panda Security for Enterprise tinham, na época, preço normal de R$ 460 cada. No projeto, custaram menos de R$ 8.

Somando os serviços agregados, o total ficou em R$ 292,5 mil – nada mal para uma instituição acostumada a gastar em torno de R$ 12 milhões para proteger seus 60 mil computadores espalhados por 600 Organizações Militares (OMs) espalhadas pelo país.

Conforme o country manager da Panda no Brasil, Eduardo D'Antona, o preço agressivo praticado pela companhia não tem nada de dumping: “Foi preço de mercado, tanto que a segunda e a terceira colocadas no processo ofereceram valores apenas 10% maiores”, explicou.

O CEO da empresa, Juan Santana, detalhou a estratégia.

“Este é um contrato que nos permitirá ampliar negócios com esta área de exércitos, não só no Brasil, com novos projetos, mas também em outros países, onde hoje atendemos majoritariamente forças de polícia, como FBI e guarda nacional espanhola”, destaca o executivo.

Uma ampliação de mercado já em vias de andamento, declarou na época o general Antonino dos Santos Guerra Neto, comandante de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro.

“Todas as OMs estão avaliando entrar nesta ata de registro de preço, devido à economia e ganhos proporcionados. Prevemos que em 12 meses todas as 60 mil máquinas estejam operando com as novas soluções, ainda que não haja exclusividade contratual de fornecedor”, ressaltou o comandante.

Segundo ele, outras instâncias das forças armadas também são candidatas a usuárias do sistema, o que poderá padronizar o sistema de segurança usado pelas diversas repartições do exército, que hoje usam uma gama variada de soluções.

Para auxiliar na solução deste problema, a Panda também cedeu oito meses antes do início da contagem oficial dos dois anos de validade das licenças para que os então 37,5 mil usuários contemplados pudessem migrar para a nova plataforma.

A fornecedora da vez
A SoftExpert possui, além da sede em Joinville, escritórios e operações de negócios distribuídos por mais de 25 países.

A lista inclui EUA, Canadá, México, Reino Unido, Espanha, Portugal, Itália, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Índia, Israel, Tailândia, China, Austrália, Angola, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Argentina, Bolívia, Chile, Peru, Venezuela e África do Sul.

Entre colaboradores diretos e indiretos, a companhia catarinense emprega uma equipe de 260 pessoas, que atende a clientes como Coca-Cola, Mitsubishi, TNT, Sebrae, Senac, Carrier e Ferramentas Gerais, entre outros.