Miguel Garcia

A Softtek fechou 2009 com faturamento de R$ 170 milhões no Brasil. Disso, 6% veio do mercado gaúcho, que respondeu por R$ 10,2 milhões da receita. O resultado empolgou a empresa, cuja meta é crescer 20% na região este ano.

Para toda a operação nacional, a projeção de crescimento fica em 15% sobre os R$ 170 milhões faturados em 2009, quando a receita mundial foi de US$ 300 milhões.

Os planos agressivos para o Sul se baseiam no porte dos clientes locais: Gerdau, Pioneer, AES Sul e Yara, entre outros. A estratégia será crescer dentro da base, com oferta de novos serviços.

“Nossa gama de ofertas ao mercado gaúcho será composta por desenvolvimento, BI, MAS, SAP e Business Consulting, área que criamos recentemente, com a incorporação da Ankyla”, conta Miguel Garcia, diretor da Softtek para o Sul.

Segundo ele, a expectativa para 2010 é que a unidade de Business Consulting represente cerca de 9% do faturamento total, alcançando mais de 10 clientes. Para os próximos três anos, a estimativa é crescer 25%.

“Com a parceria, agregamos à carteira clientes como Carrefour, já atendidos pela Ankyla, e conquistamos nomes como Nextell e Wallmart”, destaca o executivo. “No Sul, confiamos no crescimento da base com estes novos serviços, pautados na expansão que viemos tendo nos últimos anos – só entre 2005, quando nos instalamos em São Leopoldo, e 2008, crescemos a uma média de 40% ao ano”, complementa.

Garcia também embasa a tese na expertise dos sócios fundadores da Ankyla, agora integrantes do time da Softtek: Gustavo da Rocha Lima, José Jorge e Sergio Ferraz têm, cada um, mais de 25 anos de atuação em consultoria, tendo ocupado posições executivas em empresas como PricewaterhouseCoopers e IBM.

Outro plano para a operação gaúcha é o aumento do time: para este ano, estão previstas cerca de 20 contratações nas áreas de SAP, BI e desenvolvimento. Tudo daqui: para a unidade leopoldense, a Softtek só contrata, desde que chegou, pessoal da capital e Grande Porto Alegre, segundo Garcia.

“Não fazemos contratações pontuais: confiamos no desenvolvimento de carreira. Para tanto, investimos na capacitação interna”, explica o diretor da regional cujos clientes-foco estão nos setores de manufatura, financeiro e agribusiness. Hoje, o forte da carteira são as áreas química, comunicações, manufatura e uttilities.

Fundada em 1982, a Softtek oferece soluções de software e serviços, incluindo ERP, data integration e BI, application development, teste de software, consultoria SAP, MAS, projetos web (Java e .NET) e BPM, entre outros.

A companhia, que atua nas áreas de entrega de serviços onsite, onshore, offshore ou no modelo Near Shore, cuja marca é registrada pela própria Softtek desde 1997.

A empresa, que segundo dados próprios é a maior prestadora de serviços de TI independente da América Latina, emprega 6 mil profissionais em mais de 20 países.

A companhia mantém Centros Globais de Desenvolvimento no México, Brasil (São Paulo), Espanha e China. Na operação brasileira, são mais de 1 mil profissionais, distribuídos entre São Leopoldo, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Goiânia, Rio de Janeiro e São Paulo.

Boatos... superados?
Lá por 2007, chegaram a correr o mercado boatos de que a expansão da Softtek, então instalada no Rio Grande do Sul há dois anos, não aconteceria.

Motivo: fontes do mercado informaram à redação do Baguete que a multinacional mexicana não havia conseguido fechar os contratos que esperava na Argentina, Uruguai e Paraguai.

Caso concretizados, estes negócios expandiriam a receita local e a equipe, que demandaria contratações, especialmente em Abap.

"Perdemos para companhias indianas como Tata Consultancy Services e Infosys", explicou o diretor da Softtek São Paulo, Salomão Ascar, na época.

Hoje, entretanto, as dificuldades parecem ter sido superadas.

“Nosso crescimento local tem sido animador. São cerca de 100 profissionais atendendo aos clientes do Sul, seja nas operações na região, seja em projetos de suas unidades fora da região”, conta Garcia.

Projeto
Além disso, destaca o executivo, está em projeto a instalação de um centro global de desenvolvimento no Rio Grande do Sul, para desafogar a unidade paulista. Entretanto, não há data prevista para instalação da operação.