A NetEye, empresa de monitoramento e gestão de ativos de TI instalada no Tecnosinos, em São Leopoldo, projeta fechar o ano com 100 mil licenças do seu software instaladas.

Caso conquistada, a meta significará multiplicar por quatro a base obtida desde a fundação, em 2004, e triplicar o faturamento neste ano.

A estratégia para realizar os planos inclui a estruturação de uma rede de revendas, tarefa que caberá a Nilo Guimarães, que comprou uma participação não revelada no negócio e assumiu o cargo de diretor de canais.

Guimarães é diretor da Max3D, uma revenda SolidWorks também situada em São Leopoldo, que já é um dos 12 canais operativos da Neteye.

“Nós instalamos o NetEye na empresa e eu vi que o produto atendia necessidades fundamentais dos nossos clientes”, analisa o empresário, citando que o software pode ser usado para controlar a produtividade dos projetistas, a atualização dos softwares e o uso dos computadores, além de oferecer segurança contra vazamento de projetos.

Os planos para o NetEye incluem o mercado internacional – Guimarães e o fundador da empresa, Fábio Santini, estão com passagens compradas para a Cebit, na Alemanha – além de um crescimento agressivo no Brasil.

Guimarães cita dados de consultorias que apontam que o país tem hoje 85 milhões de computadores instalados, número que deve subir para 140 milhões em até 2014, sendo que do total 80% são usados em empresas.

Grandes empresas como HP, Dell e Symantec já estão nesse mercado, reconhece o diretor de Canais da Neteye, enfatizando que as multis são fortes em organizações com 20 mil usuários, mas não possuem um preço atrativo para quem quer monitorar algo na faixa dos 2 mil.

“Qualquer empresa com computadores é um cliente potencial. Hoje, ter 1% da base de computadores do país significa 850 mil licenças”, avalia o diretor de Canais da Neteye, revelando que o número é a meta da empresa para 2015.

* Maurício Renner cobre o SolidWorks World 2012 a convite da DS SolidWorks