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A Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) lançam um projeto que pretende fomentar as exportações do setor brasileiro de TIC. A iniciativa conta com recursos de R$ 6 milhões e é voltada a empresas instaladas em incubadoras e parques tecnológicos de todo o país.

A meta do projeto, cujas ações de divulgação e captação de empresas iniciam já em março, é sair de exportações de US$ 100 mil em 2008 para US$ 1,4 milhões em 2009 e US$ 2,3 milhões em 2010. Os mercados-alvo iniciais serão EUA, México, França, Reino Unido, Alemanha, Portugal, Espanha e Colômbia.

Segundo dados da Anprotec, do universo de aproximadamente 6,3 mil companhias vinculadas a incubadoras e parques brasileiros, cerca de 45% são de base tecnológica, representando aproximadamente 2,8 mil micro e pequenos negócios de TIC.

“Com o convênio Anprotec/Apex, nossa ideia é atender ao menos a 120 empresas dentro de dois anos”, conta André Limp, gestor do projeto. “Faremos um trabalho de cunho instrutivo, preparando pequenas companhias para uma cultura exportadora. Das 120 que pretendemos atingir, a perspectiva é que até 2010 metade já tenha atingido maturidade suficiente neste quesito para exportar por conta própria. As demais poderão levar mais tempo”, complementa.

Para fomentar a cultura exportadora, a iniciativa vai aplicar os R$ 6 milhões, divididos em recursos da própria Apex e de contrapartida das empresas, em ações como estudos setoriais de inteligência comercial, com apontamento de produtos e mercados viáveis; e incentivo à participação das companhias em feiras e missões empresariais – começando pela Cebit, no mês que vem.

“Também focaremos o diagnóstico, análise e consultoria seguindo a metodologia EMM (Export Maturity Model) ou Modelo de Maturidade Exportadora”, ressalta Alessandro Teixeira, presidente da Apex-Brasil. “O foco é alavancar estratégias de internacionalização, atrair investimentos estrangeiros produtivos para o setor e promover o intercâmbio tecnológico orientado para negócios”, acrescenta o presidente da Anprotec, Guilherme Ary Plonski.

Potencial homogêneo

Segundo Limp, todos os grandes centros urbanos brasileiros abrigam incubadoras e parques tecnológicos cujas empresas oferecem condições de exportar.

“Além das capitais, há outras cidades onde a TIC também apresenta muita força, devido à concentração de bons profissionais, organizações e estrutura universitária. São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, é um bom exemplo”, destaca ele.

Via incubadora
As empresas interessadas em participar do projeto serão instruídas pelas incubadoras sobre como fazê-lo. Por hora, basta aguardar, já que as ações da parceria Apex/Anprotec iniciam no mês que vem.