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Conforme relatório da Economist Intelligence Unit encomendado pela Business Software Alliance, o Brasil ocupa a 43ª posição no ranking mundial de competitividade na indústria de TI. Na lista, o primeiro lugar fica com os Estados Unidos.

De acordo com o estudo, aspectos legais e relacionados à educação e qualificação profissional são determinantes para o posicionamento dos países no ranking.
 
Na lista, logo atrás dos EUA vem Taiwan, seguido Reino Unido, Suécia e Dinamarca. No caso do Brasil, o 43º lugar não significou novidade: no ano passado, o país ficou na mesma posição.

Apesar da colocação longínqua, o Brasil ainda está à frente de vizinhos como Argentina, Venezuela e Colômbia. Além disso, na classificação regional (Américas), o país fica em quarto lugar, atrás de Estados Unidos, Canadá e Chile.

Ainda segundo o estudo, o Brasil possui 16 computadores desktop e laptop para cada 100 habitantes, taxa muito abaixo dos líderes globais, mas a maior da América Latina.

Já a penetração da Internet está crescendo no país. Entre o chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil tem a maior taxa, com 13% de sua população online.

No entanto, perde a liderança em termos de banda larga, com apenas quatro conexões desse tipo para cada 100 habicantes, longe do líder regional, Chile, que tem o dobro deste índice. Já a primeira colocada mundialmente, Holanda, registra 37 em cada 100 habitantes com acesso à web rápida.
 
Com o segundo maior índice de investimento do setor privado em TI em sua região (US$ 15,7 para cada 100 cidadãos), o Brasil também ocupa a vice-liderança em gastos públicos com P&D: US$15,7 para cada 100 moradores. Nesse quesito, o maior posto é ocupado pela Argentina (US$ 22,2).

Já em relação à pirataria de software, o Brasil ainda apresenta números ruins. Conforme o estudo, estima-se que 59% dos softwares usados em 2007 no país eram piratas, número ligeiramente menor que os 60% registrados em 2006. Além disso, as perdas resultantes do uso de programas ilegais somaram US$ US$ 1,617 bilhão em 2007, enquanto no ano anterior o resultado havia sido de US$ 1,15 bilhão.