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Com proposta no valor de R$ 3.398.625, a mineira CPS Consultoria, Processamento e Sistemas foi a melhor classificada no pregão eletrônico realizado nesta sexta-feira, 19, pela Procergs para migração do mainframe Unisys para plataforma baixa.

A companhia fará a migração das linhas de código da linguagem Cobol Unisys para o Cobol Microfocus versão 5.1 ou superior.

O edital substituiu outro pregão, encerrado no começo de março, depois de quase um ano, devido à inabilitação das duas empresas concorrentes: a própria CPS e a MSA, que também voltou a concorrer no novo processo.

No pregão inicial, as companhias haviam sido desclassificadas antes do início da fase de comparação de preços, por motivos técnicos.

Além das duas empresas, a HCL, indiana que mantém unidade em São Leopoldo, e as mineiras PD Case, também haviam solicitado participação neste segundo pregão, mas não figuram entre as classificadas.

Em entrevista ao Baguete na época do primeiro edital, o vice-presidente da estatal gaúcha de processamento de dados, Sérgio Dalanhol, afirmou que esperava entre três e cinco companhias interessadas.

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A discussão sobre o desligamento de um dos mainframes da Procergs – ainda há outro, da IBM – não é nova. As primeiras migrações para plataforma baixa começaram em 1999. Sistemas como o 190 já rodam em plataforma baixa.

Em 2008, o assunto foi levado pelo Sindppd-RS à uma audiência pública na Assembleia Legislativa. Para o sindicato, a necessidade técnica da migração não estava comprovada.

O então presidente da Procergs, Ronei Ferrigolo, contra-argumentou afirmando que a “dependência tecnológica da Unisys” custava aos cofres gaúchos cerca de R$ 10 milhões por ano.

Na época, a proposta era desligar o mainframe migrando o Cobol para Java ou .Net, proposta que depois foi abandonada pela Procergs em função do custo, estimado em R$ 30 milhões.

O fator principal na redução de custos associada à decisão de manter o Cobol é que 90% da migração para plataforma baixa será feita por softwares automatizados a um custo 75% inferior por ponto de função que os 10% restantes, envolvendo programação manual.

De acordo com declarações de Dalanhol ao Baguete, a migração de linguagem segue nos planos de longo prazo.