A paulista Ci&T planeja contratar cerca de três mil profissionais para operações no exterior nos próximos quatro anos, chegando a ter um terço da equipe no estrangeiro neste período.

Hoje, 35% do faturamento da companhia provém de exportação, atendida por três escritórios locais na Filadélfia, Nova Jersey e Atlanta, além de centros de desenvolvimento de Campinas, Belo Horizonte e Buenos Aires.

Além disso, clientes japoneses são atendidos através de uma combinação da unidade de Tokyo da empresa e de um centro de desenvolvimento em Ningbo, na China.

Agora, a meta é fomentar os negócios externos por meio da instalação de equipes locais em mais mercados.

“Nosso caminho é contrário ao tradicional. Enquanto empresas de TI se expandem para regiões de baixo custo e trabalham no modelo de fábrica de software, optamos pelo global delivery, com equipes localizadas nos mesmos time zones dos clientes”, explica Mauro Oliveira, diretor de Inovação e Marketing da Ci&T.

Segundo ele, o foco para as novas contratações são “os maiores e mais desenvolvidos mercados consumidores de TI” do mundo, lista na qual inclui EUA, Japão e alguns países da Europa.

No Brasil, a empresa também está começando um movimento de abertura de novas bases, de porte pequeno, em cidades menores.

“Apostamos no fim das barreiras geográficas. Cidades menores, bases menores, estrutura mais próxima a uma cloud”, destaca o executivo. “O objetivo é montar uma equipe de 30 pessoas num lugar, 40 pessoas no outro”, exemplifica.

A Ci&T oferece outsourcing de desenvolvimento e manutenção de aplicações, consultoria em SAP, BI e arquitetura, engenharia de produto e serviços de marketing digital, cloud e mobile, atendendo a clientes como Andrade Gutierrez, Coca-Cola, Vale e Yahoo!.

Em 2010, a companhia fechou com crescimento de 42%. Para 2011, estima um faturamento de R$ 130 milhões.