A Teradata University Network, portal de aprendizado patrocinado pela Teradata, empresa especializada em data warehousing e soluções analíticas, aponta: em todo o mundo há deficiências no estudo das soluções de BI.

O estudo avaliou o ensino de 80 universidades do Canadá, China, Alemanha, Holanda, Singapura, África do Sul, Espanha, EUA e Brasil (UFRJ). Segundo os dados levantados, os maiores desafios no ensino de BI estão relacionados a: tecnologia (43%), conteúdo (41%), marketing (11%) e equipe de profissionais (5%).

Na pesquisa, os professores entrevistados disseram ter problemas para encontrar dados de situações reais, e não apenas teorias, que sirvam de base para ensinar aos futuros profissionais como lidar com questões práticas do dia-a-dia.

De acordo com o professor Luis Armando Queiroz de Araújo, que leciona a disciplina de Engenharia da Informação no curso de Engenharia de Produção da UFRJ, a falta de dados concretos é um dos problemas mais graves.

"As empresas não querem disponibilizar seus dados de negócios para as universidades porque eles são sigilosos e envolvem questões estratégicas”, reclama ele.

A pesquisa foi conduzida por Barbara Wixom, professora da Universidade de Virginia e co-diretora executiva da Teradata University Network. Segundo ela, um dos esforços do braço de ensino da Teradata tem sido fornecer às instituições os dados recusados pelas empresas.

"Os professores querem mudar a maneira de fazer com que os alunos aprendam BI, podendo contar com sets volumosos de dados, softwares de mercado e conteúdo real. Os obstáculos para isso estão nos custos elevados para aquisição de tecnologia e necessidade de manutenção", afirma ela. “Pretendemos disponibilizar as ferramentas necessárias para aprimorar o aprendizado, incluindo hardware e software gratuitos, informações e situações reais”, finaliza.

Especializada em datawarehousing, data warehouse appliances, soluções analíticas e serviços de consultoria, a Teradata está presente em mais de 60 países. No Brasil desde 1998, a companhia atende a clientes das áreas de finanças, telecomunicações, varejo, energia, bens de consumo e manufatura, entre outros.