A Adobe anuncia para abril de 2012 um novo programa de canais para o Brasil, com vistas a ampliar vendas e se recuperar dos impactos gerados pelas recentes crises mundiais – a empresa não decresceu por aqui, mas, conforme o country manager Fábio Sambugaro, tem se expandido abaixo do esperado.

“No primeiro semestre deste ano, crescemos 31%, mas o segundo semestre não acompanhará o mesmo ritmo, o que não significa queda, mas sim um crescimento menor do que o esperado”, comenta o executivo. “É algo que pode-se notar em todos os fabricantes ao redor do mundo”, justifica.

Para retomar as boas taxas de crescimento no Brasil, o novo programa de canais da empresa vai segmentar parceiros em duas áreas de atuação: mídia digital e marketing digital.

No primeiro segmento, que Sambugaro definiu em entrevista a CRN Brasil como “um negócio tradicional”, os canais contarão com novas formas de licenciamento, com modalidades como SaaS, por exemplo; além da ampliação do portfólio de ofertas – tudo ainda por ter seus detalhes anunciados futuramente.

Já o marketing digital trará mais mudanças. Por exemplo, para ser parceiro da Adobe neste setor, os canais terão de somar expertise não só em soluções, mas também em serviços de consultoria e comunicação.

Todos os parceiros que hoje compõem a rede da Adobe no Brasil permanecerão na lista, apenas serão reorientados, garante o country manager.

Quanto a novas parcerias, o foco está em agências de marketing e consultorias.

Parceiro atrás de parceiros
Na nova estratégia, a Adobe também conta com a colaboração de aliados para encontrar seus novos canais.

Bom exemplo é a parceria firmada recentemente com a Stefanini para o desenvolvimento de projetos de integração de ofertas tanto de mídia quanto de marketing digital.

Na aliança, a Stefanini será responsável também por identificar um novo perfil de canais para a Adobe.

Outras empresas, como as distribuidoras Officer e Pars, além das agências Arizona e 24/7, também atuam nesta linha.

Canais em alta
De 2010 até agora, a Adobe já elevou em dez seu número de parceiros gerenciados no país, chegando a 32 em diversos estados.

Os parceiros deste perfil são aqueles com plano de negócios específicos, comprometimento com cotas e equipes dedicadas, embora não necessariamente exclusivas, capacitados e certificados pela fabricante.

Já no geral de revendas, o número passa de 1 mil.

A empresa não divulga quantos novos canais pretende conquistar com o novo programa. Aliás, garante que a quantidade não é o foco.

“Atuamos 100% via canal no Brasil e América Latina. Esperamos capacitar para ampliar os negócios em segmentos como governo, educação e varejo, entre outros”, comenta Samugaro.

Regionalização
Com a nova estratégia, a Adobe também projeta descentralizar seus negócios da região de São Paulo, que hoje fica com 60% dos negócios.

A meta será ampliar a participação em regiões como Rio de Janeiro, Distrito Federal, Porto Alegre e Minas Gerais.