Clientes do Banco do Brasil (BB) já podem realizar transações usando o controle remoto da TV.

O banco anunciou na semana passada o lançamento de um sistema desenvolvido em parceria com a Totvs que operará em televisores com o selo Sticker Center, cujo aplicativo é totalmente integrado ao portal gerenciador de aplicações baseado no padrão DTVi, voltado a negócios interativos.

Segundo o BB, os stickers são apps que podem ser acionados por meio do controle remoto direto na tela da TV, trazendo informações úteis, informativas, de entretenimento ou comércio eletrônico.

O novo serviço, diz o banco, tem por objetivo estimular a interatividade por meio da TV digital.

Conforme extrato de contrato publicado no Diário Oficial da União (DOU) de 24 de dezembro de 2010, o valor é de R$ 6,75 milhões, e foi firmado com a TQTVD, unidade do Grupo Totvs que atua no desenvolvimento e comercialização de produtos e soluções de software para TV digital.

Entre as possibilidades, estão a realização de operações bancárias diretamente na televisão, com o sistema chamado T-Banking.

No decorrer dos próximos anos, novos aplicativos e serviços serão lançados pela parceria, como o desenvolvimento de simuladores de crédito e seguros bancários.

Por enquanto, a solução vem embarcada nos conversores das marcas Visiontec e D-Link, mas a previsão é de que, nos próximos meses, a tecnologia esteja presente em equipamentos de outras marcas.

O Banco do Brasil tem cerca de 50 milhões de clientes no país.

Quatro anos depois da estreia no Brasil, a disponibilidade de serviços de televisão digital no Brasil chega hoje a 45,98% da população, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Os serviços de TV digital estão disponíveis a 87,7 milhões de pessoas em 480 municípios, com 102 emissoras operando com a tecnologia.

A transmissão de TV digital começou na cidade de São Paulo, no final de 2007.

Os locais mais atendidos pela tecnologia são Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo, enquanto Tocantins, Santa Catarina, Bahia e Maranhão contam com a menor cobertura em relação à sua população, afirma a agência.

Apesar da cobertura relativamente baixa, Anatel espera que a TV digital se iguale à analógica antes da meta de 2016, data prevista para o fim das transmissões analógicas.