É gaúcho o maior cliente brasileiro, em número de licenças, do Creo, solução lançada pela PTC em junho deste ano, em substituição ao Pro-Engineer: trata-se da Randon, que usava o Pro-E desde 2002 e, hoje, conta com mais de 130 licenças do novo software.
 
“Com exceção da Fras-Le, todas as empresas do Grupo Randon projetam usando soluções nossas”, afirma Helio Samora, diretor da PTC para América Latina.
 
Só em projetos de uma linha de bitrem e reboques, para os quais adotou as últimas licenças de Creo, a companhia caxiense obteve redução em torno de 75% no tempo de cálculos, conforme case divulgado no PTC Day, que a PTC realiza em São Paulo nesta quinta-feira, 25.
 
Mas a Randon não é a única cliente da gigante de PLM por aqui: também integram a carteira a Stara, fabricante de equipamentos agrícolas com sede em Não-Me-Toque e faturamento anual na casa dos R$ 500 milhões.
 
A empresa migrou do antigo CAD Solidworks que utilizava para o Creo, do qual adquiriu 72 licenças.
 
Além disso, a Stara também utiliza o Windchill, solução de design da PTC. Desta ferramenta, foram 200 licenças vendidas para a companhia gaúcha em 2010, com previsão de fornecer mais 100 até o final de 2012.
 
Fazem parte da carteira de clientes do Sul, ainda, a joinvilense Schullz, que utiliza 16 licenças de software PTC, entre Creo e Windchill; e as gaúchas Forjasul, Tramontina e  Semeato, além da unidade da AGCO mantida em Canoas, entre outros.
 
A região, aliás, é, ao lado do Sudeste, a campeã nos negócios da companhia no Brasil. Juntos, os dois mercados ficam com cerca de 800 dos 1,5 mil clientes que a gigante norte-americana atende no país.  
 
Dez vezes mais
Hoje, em todo o mercado nacional, a PTC conta com mais de 15 mil licenças instaladas.
 
Número que a organização projeta multiplicar por dez em um ano, segundo Samora.
 
“O mercado de PLM, em geral, vive ainda uma fase de evangelização, de as empresas perceberem o grau de gerenciamento que agrega sobre o mundo puramente CAD”, explica o diretor. “Entretanto, é um setor em franco crescimento, e nas Américas ainda mais, tanto que este é nosso principal mercado mundial, seguido por Europa e Ásia Pacífico”, complementa.
 
Só na América Latina, a meta é crescer 25% ainda este ano, conforme Samora.
 
E para isso, o Creo deve ser acelerador: embora seja declaradamente o substituto do Pro-Engineer, o software – que agrega 1,1 mil novas funcionalidades em relação à última versão do antecessor – não terá migração obrigatória.
 
“As empresas migrarão quando quiserem, e não só porque lançamos. Seguiremos prestando suporte, manutenção e treinamento aos usuários de Pro-E”, explica Samora. “Porém, a solução já obteve crescimento maior do que esperamos: prevíamos expandir a base de PLM em 8 a 10% com esta ferramenta, este ano, mas já crescemos cerca de 15%”, complementa.
 
Além do Creo, outro lançamento da PTC é a versão 10.0 do Windchill, que agrega interface mais amigável, permitindo acesso por profissionais de todas as áreas, e não só da engenharia; e o Mathcad Prime 1.0, que Samora chama carinhosamente de “Excell de engenheiro”.
 
Também é novidade o software da MKS, empresa canadense adquirida pela PTC no ano passado, em uma transação de US$ 300 milhões. Mas este ainda não chegou ao mercado brasileiro, o que deve acontecer somente no ano que vem, e provavelmente integrado ao Windchill.
 
Em todo o mundo
Globalmente, a PTC atende a mais de 50 mil clientes, nas indústrias automotiva, aero-espacial, médica e agrícola, entre outras.
 
Para seguir crescendo, a empresa aposta em aquisições: a mais recente foi a da MKS, mas desde 1998, quando fez sua primeira compra, já foram 18 transações para complementar o portfólio de software.
 
* Gláucia Civa participou do PTC Day a convite da PTC Brasil