O Hospital Felício Rocho, de Belo Horizonte, adotou uma contrato com a IBM Brasil e MV Sistemas para adoção do prontuário eletrônico e eliminação de documentos em papel.

A meta é automatizar todos os processos, reduzindo a zero o uso de materiais como fichas de atendimento, de controle de pacientes e internações, entre outros.

No projeto, a IBM adequou a infraestrutura de TI da instituição de saúde para permitir a troca do ERP então em uso pelo da gaúcha MV.

Para tanto, o parque do hospital ganhou a solução IBM BladeCenter H, com dois servidores PS701 com oito cores baseados no processador Power7, destinados ao sistema de banco de dados.

Dez servidores blade com processador Intel HS22, otimizados para melhorar o uso de energia e a refrigeração, além de um storage DS5020 e uma unidade de armazenamento em fita TS3200 Tape Library para automatização do backup, também foram adotados.

Levando-se em conta o investimento total de aquisição de hardware e software, o projeto reduziu o custo da solução para o cliente em 20%, conforme divulgado pela IBM.

No momento, todos os processos do hospital estão em fase de automatização, o que também ocorre nos sistemas de internação/hotelaria, aplicação de medicamentos e farmácia – com integração aos processos da área de enfermagem.

Isso tudo no sistema da MV, que, no Felício Rocho, entrega em telas de LCD painéis informativos sobre o atendimento aos pacientes, internações, informações médicas e gerenciais, além de relatórios de controle de enfermaria e farmácia.

Além disso, a meta da TI do hospital é, com o novo parque de hardware e softwaer, reduzir em 40% o consumo anual de energia, em relação a uma solução com servidores torre ou rack.

Com licenciamento de software (banco de dados), a projeção é baixar os custos em cerca de 50%.

O Hospital Felício Rocho tem estrutura de mais de 300 leitos distribuídos em apartamentos e enfermarias, 20 leitos de CTI adulto, 10 de CTI cardiovascular, 15 de CTI pediátrico, 20 salas de cirurgia, além de outras alas, pronto socorro e unidade de transplantes.

A equipe congrega cerca de 400 médicos, além de corpo funcional de aproximadamente 1,5 mil empregados.

Para a IBM, o atendimento à vertical de saúde não é novidade: além da MV, a gaúcha também atua em parceria com a Wheb Sistemas, de Blumenau, especializada em software de gestão para o segmento. 

A aliança com a catarinense prevê a oferta integrada de hardware e software, em um ambiente que inclui sistemas de armazenamento escaláveis, servidores, ferramentas de virtualização e colaboração.

Já a MV atende a uma carteira de  mais de 500 instituições, o que enbloba um universo de 80 mil médicos e 100 mil profissionais no Brasil, América Latina e África usando seus softwares.

Juntos, os clientes totalizam um faturamento superior a R$ 10 bilhões anuais, aponta a MV, que tem sede em Porto Alegre e unidades em Passo Fundo, Cuiabá, Palmas, Recife, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória.

A companhia faturou R$ 84 milhões em 2010 e projetava crescer 50% no ano passado. Se cumprida, a meta significa um faturamento de R$ 126 milhões.