Guilherme Kaastrup Balsini, diretor-presidente da Betha

A Betha Sistemas, de Criciúma, projeta um crescimento em torno de 20% este ano, chegando aos R$ 32 milhões de faturamento.

Para isso, o plano está baseado em três pilares: lançamento de soluções focadas em web 2.0 e cloud computing, ampliação das regionais de Santa Catarina (Chapecó e São José) e Paraná (Curitiba), e ampliação da rede de canais, com foco em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

“Hoje, temos 37 revendas, mas queremos chegar a 90 parceiros até 2012”, afirma Guilherme Kaastrup Balsini, diretor-presidente da Betha.

Conforme o executivo, a expansão de 20% tem sido a média da empresa nos últimos anos.

A partir de 2012, porém, o foco é crescer acima de 25%, com a força de contratos para uso de seus sistemas de gestão para a área pública em demandas contábeis, de folha de pagamentos, tributos e compras.

“O sistema para emissão e gestão de NF-e e escrituração fiscal tem ganho representatividade no faturamento, com grandes perspectivas de crescimento”, destaca Balsini.

Hoje, 2.846 órgãos públicos de 18 estados brasileiros usam os softwares da companhia.

Novidades em cloud e web 2.0
Para ampliar a carteira e crescer dentro da base, o portfólio foi incrementado com 34 aplicativos para plataforma web.

As vedetes, segundo Balsini, são o Fly e-Nota, para controle e emissão de notas eletrônicas de serviços; Fly Protocolo, para registro e gerenciamento de documentos e processos; e Fly Indicadores, para acompanhar o cumprimento de metas de governo.

Há, ainda, o Fly Transparência, portal de divulgação de resultados e processos da gestão pública; e o Fly Saúde, para agendamento, faturamento e dispensa de medicamentos.

As soluções, segundo o diretor-presidente, operam dentro do conceito de web 2.0 e cloud computing, o que desonera a administração pública de custos, por exemplo, com aquisição adicional de infraestrutura para armazenamento de dados, processamento e manutenção dos sistemas.

“Além disso, os aplicativos garantem a segurança no acesso às informações e sistemas, já que exigem login e senha para isso; e expandem as possibilidades de uso, sendo disponíveis para dispositivos móveis”, acrescenta Balsini.

Tudo na nuvem até a Copa
Até 2014, conforme o executivo, a meta é que não só a linha Fly, mas todo o portólio da Betha esteja disponível em nuvem.

Mercado quente
O diretor destaca, ainda, que a aposta neste conceito atende não só à necessidade de controle de custos do setor de governo, mas também – e principalmente – a obrigatoriedades de cumprimento de exigências fiscais.

Entre estas exigências, ele salienta a Lei 131/2009 (Lei da Transparência), que é complementar à Lei de Responsabilidade Fiscal, baseada em demandas dos tribunais de contas, e obriga a gestão pública a divulgar suas contas, em detalhes, na internet.

“Há forte demanda, principalmente para o Fly e-Nota. Estamos, inclusive, ampliando a equipe responsável por esta solução e investindo em treinamento para capacitar todas as revendas a entregá-la para prefeituras de todas as regiões brasileiras”, conta Balsini.