Moacir Marafon, diretor da Softplan/Poligraph

Os resultados de 2011 impulsionam a meta da catarinense Softplan/Poligraph, anunciada no ano passado, de crescer o equivalente a 20 anos em cinco: a companhia fechou dezembro com faturamento de R$ 98 milhões, 40,41% a mais do que em 2010.

A carteira de clientes também cresceu em todas as frentes de atuação: só na unidade de Indústria da Construção foram 400 novos contratos.

Já na divisão de Gestão Pública, dois novos clientes foram conquistados: Universidade Federal de Minas Gerais e Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina.

Mais contratos vieram das unidade de Justiça, junto a instituições como Tribunal de Justiça e Procuradorias Gerais da Bahia, do Rio de Janeiro e do Mato Grosso.

Com isso, o total de clientes da empresa catarinense passa dos 1,6 mil.

Mais atendimento
No ano, a companhia de Florianópolis especializada em software de gestão para segmentos específicos, também ampliou a equipe, passando de 655 colaboradores em dezembro de 2010 para 852 no fim de 2011.

Conforme Moacir Marafon, um dos diretores da empresa, o ano também foi marcado pela remodelação e criação de áreas de negócio, como no caso das unidades de Gestão Municipal, Marketing e Recursos Humanos.

R$ 23 milhões na nova casa
O anúncio da nova sede no Sapiens Parque, prevista para ficar pronta em 2015, envolvendo investimento total na casa dos R$ 23 milhões, também impulsionou os negócios, segundo Marafon.

Hoje sediada em uma estrutura de 6 mil m2 no Parqtech Alfa, em Florianópolis, a companhia passará a ocupar, dentro de três anos, dois prédios no Sapiens Parque, somando 15 mil m2.

O investimento da Softplan/Poligraph foi o primeiro realizado 100% pelo setor privado no Sapiens, e é equivalente a quase todo o aporte público já realizado em infraestrutura e operação no parque, onde também estão em andamento obras de centros de pesquisa ligados a Petrobras, Ministério da Saúde e UFSC.

O Sapiens
O polo tecnológico situado ao norte da capital catarinense tem área total de 4,5 milhões de m² – o equivalente a cerca de 417 campos de futebol.

O empreendimento vem sendo implantado em etapas desde 2008, quando na chamada "fase zero” recebeu empresas de tecnologia e obras voltadas ao lazer, em um complexo denominado Arena Sapiens.

Além disso, foram construídos lagos e obras de acesso, obras do Instituto de Petróleo e Gás e instaladas estruturas de monitoramento ambiental, além de firmadas parcerias com UFSC e empresas públicas e privadas.

Já na Fase Um, a direção do parque anunciou, no final de 2010, a previsão de investimento de R$ 90 milhões na construção de oito prédios de quatro pavimentos cada, destinados a empresas de TI, comércio e serviços, em área de 65 mil m².

Também foi inaugurado no ano passado o InovaLab, espaço de aproximadamente 2 mil m² voltado a sediar empresas já instaladas no polo, como o Instituto Sapientia e o cluster de tecnomídias.

O InovaLab recebeu investimentos de R$ 1,5 milhão, com recursos do Sapiens Parque, SC Parcerias e Codesc.

Conforme a coordenação da iniciativa, são cinco as fases previstas para conclusão do parque. Ao final, a meta é gerar mais de 30 mil empregos diretos.