A Senior Sistemas, desenvolvedora de ERP com sede em Blumenau, se prepara para enfrentar um mercado complicado, onde gigantes do peso de Totvs e SAP apresentam armas como a compra desenfreada de concorrentes e a oferta cada vez mais sedutora de soluções para o segmento de pequenas e médias empresas.  

Com um novo diretor de mercado - Hermínio Gastaldi, vindo da gerência executiva da empresa, onde ficou por 11 anos -, a Senior aposta na oferta de planos que atendem, conforme definição do executivo, “da padaria da esquina à Petrobrás”.

Tanto que hoje a petrolífera faz parte da carteira da empresa blumenauense, assim como Weg, Fiat e Volkswagen, mas o menor usuário do ERP Sênior tem quatro usuários.
 
Como atender a uma demanda tão diferenciada? Com um portfólio cheio de opções, explica Gastaldi.

“No ano passado, com todas as movimentações do mercado de ERP, demos início ao Projeto Fênix, que remodelou nossa solução. Hoje, é possível adquirir os 96 módulos do software de gestão, ou somente os dois ou três que necessitar, em formato pay to use”, conta o diretor. “Oferecemos licenciamento, locação ou SaaS e, com isso, podemos atender a qualquer cliente”, completa.

É assim que a Sênior pretende recuperar sua taxa de crescimento, que em 2008 ficou em 30%, caindo para 15,4% no ano passado, em decorrência da crise.
 
“Em 2009, sentimos os efeitos da recessão. Entretanto, somamos R$ 300 milhões em negócios gerados, enquanto os investimentos em P&D chegaram a R$ 16,4 milhões e em capacitação interna, a R$ 957 mil”, destaca Gastaldi.

Mercado aquecido
Para 2010, a Senior confia no aquecimento do mercado em função de fatos como a ampliação da obrigatoriedade da NFe, ao que a companhia atende com o ERP, e a implantação da Portaria 1510 do Ministério do Trabalho e Emprego, que estabelece o uso obrigatório do ponto eletrônico, demanda atendida pelo VertorRH, solução dos catarinenses para gestão de recursos humanos.

Há vagas
E por falar em recursos humanos, este ano a Sênior pretende contratar, já que em 2009 a equipe não diminuiu, mas também não cresceu, devido à crise.

“Hoje, temos cerca de 50 vagas abertas nas áreas comercial e de desenvolvimento. Aliás, nunca temos zero vagas, e não em função do turn over, mas sim da demanda crescente”, revela o diretor de Mercado.

Como suprir
Gastaldi é mais um dos que reclamam da insuficiência de mão de obra qualificada disponível no mercado. Para resolver este problema, o jeito é capacitar.

Para isso, a Sênior investe em programas de trainee, capacitações internas diversas e na Academia Sênior, que forma consultores saídos das graduações de Administração, Ciências Contábeis ou dos diversos ramos da TI.

“Os recém formados podem se cadastrar pelo nosso site. Se selecionados, entram para a academia e podem vir a trabalhar em nossa equipe de consultoria”, destaca o executivo.

Time
Hoje, aproximadamente 600 colaboradores diretos trabalham na sede de Blumenau. Já a equipe de indiretos chega a 1,3 mil, divididos nos cerca de cem canais espalhados pelo país, dos quais 20 são unidades próprias.

Ampliando a cobertura
E nesta área a empresa também planeja se expandir este ano, com novos canais nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, especialmente no Noroeste paulista.

Tudo para expandir e atender com mais abrangência a uma carteira de clientes que hoje passa dos 9,5 mil empresas.

Além dos nomes já citados, estão entre os atendidos pela Sênior também nomes como Nextel, Sicredi, Forjas Taurus, Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Yara Brasil Fertilizantes.

Currículo
Formado em Ciências da Computação pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB) e com MBA em Gestão de Negócios pelo Instituto Nacional de Pós-Graduação (INPG), Gastaldi atuava como gerente nacional de Vendas Canais da Sênior, até assumir a diretoria de Mercado, na qual será responsável pelas áreas de Administração de Vendas e de Marketing.

Antes da companhia de Blumenau, o executivo trabalhou na Posthaus por 13 anos, atuando no desenvolvimento de software de gestão empresarial e sistemas de BI.